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Porto Velho,  qui,   14/novembro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 27/08/2003

26/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
COERÊNCIA É IMPORTANTE
Há muito tempo a coerência partidária deixou de existir em nossa terra. Ninguém se preocupa em ter um lado definido. Esta mimetização permite as mais estapafúrdias combinações partidárias e a produção de monstros híbridos, como esfinges surgindo diante de eleitores pasmos bradando a sentença letal: “decifra-me ou te devoro”. Assim, nestes tempos de montagem de supergrupos políticos, foi quase com alegria infantil que ouvi, registrei e guardei as palavras do deputado Nilton Capixaba, presidente regional do PTB, sobre como se posiciona em termos da participação de sua sigla na sucessão municipal de Porto Velho, aonde o presidente do diretório municipal vem se desdobrando num trabalho que busca viabilizar seu nome como um dos participantes da disputa. Com outras palavras o que Capixaba disse foi o seguinte: “Olha pessoal, estou feliz em entrar no Frentão, idéia de que até gosto. Porém em Porto Velho apoiaremos o engenheiro Renato Lima, que é gente de nosso partido!”. E com mais clareza ainda tascou: “O Renato só não será o nosso candidato se ele mesmo chegar à conclusão de que não deve disputar”.

O engenheiro Renato Lima pode até não ser o candidato que apoiarei no próximo pleito, mas sua participação na refrega eleitoral dará qualidade ao pleito. Ele, da mesma maneira que o Secretário Geral do próprio PFL, atua com grande competência. Mais do que a maioria dos políticos tradicionais, aqueles nomes tão conhecidos do povão. Como seria bom se nas eleições próximas a maioria dos candidatos fossem noviços na política, trazendo novas idéias, novos enfoques para os velhos problemas de nossa Capital. Aliás, neste jovem Estado já estamos carecendo de “sangue novo” para revitalizar a nossa política, arranca-la do mesmismo simplório que mantém Rondônia em inferioridade até mesmo perante o vizinho Acre.

Do Renato ouvi, na semana passada, uma declaração felicíssima: “Porto Velho precisa de um prefeito livre dos interesses daqueles grupos de sempre, que não permitem à cidade progredir, que não permite à municipalidade democratizar as oportunidades”. Que bom seria se a gente se libertasse daquelas “forças” que impedem a cidade de ter o sistema integrado de transporte; de ter a sua central de abastecimento (Ceasa) ajudando a regular, naturalmente, os preços pelo menos da comida; de ter teatro, orquestra, grupos folclóricos no lugar dos famigerados carnavais fora de época e outras promoções alienantes apoiadas como se fosse “cultura”; de ter uma rede de saúde pública de qualidade, contrapondo-se ao mercantilismo da rede privada; de ter farmácias populares que obrigação o cartel dos remédios a cobrar preços civilizados na rede de farmácia existente, etc, etc.

Se a coerência ditar a arrumação final do tabuleiro do xadrez político, a eleição de 2004 terá o saudável gosto da novidade: Casara, Renato e Moisés são “o novo de nossa política”. O engenheiro tem demonstrado – ao longo de suas atividades – que é do tipo que toma iniciativas sem importar com as dificuldades que vai enfrentar. O professor é a personificação do carisma comandando o banal. Casara rompeu a inexpugnável fronteira do tradicionalismo dos filhos da terra. Eles são personagens capazes de dar tempero novo ao surrado diálogo político dos messiânicos candidatos de sempre.

BARÔMETRO
Um parlamentar governista não afeito às intempéries da política lamentava ontem os resultados de sua própria previsão para o rumo da história neste segundo semestre. Ele anotou em seu barômetro a tendência de novas borrascas, afastando sua esperança de que daqui para frente, pelo menos até o final do ano, haveria um período de calmaria. Assim que a Assembléia estiver funcionando a todo vapor, em seu prédio completamente reformado, a agenda rondoniense será preenchida principalmente pelas CPIs, que não sua previsão acrescentará ingredientes de muitos tumultos ao cenário político, com denúncias, inquéritos, revelações e até rompimento de contratos. Assim o ano terminará sem monotonia para o governo. Tudo isso não é nada se for aceso o alerta máximo, como querem alguns, da investigação aos contratos com as “empresas” de segurança privada em áreas como a educação e a saúde. No caso das CPIs é fácil compreender: elas deverão mexer em áreas que sempre financiaram importantes campanhas eleitorais.

NABO NO CONSUMIDOR
Como sempre o consumidor é que paga o pato. A gasolina já está muito mais cara em Porto Velho. O menor preço que passa a vigorar nesta semana é de 2,26 o litro. E os revendedores já falam em novo reajuste. Há um alinhamento de preços nos postos da capital. Isto em pleno momento em que uma CPI investiga o setor. Mas no interior a situação é muito pior. Leitores informam que em certos municípios o preço do litro da péssima gasolina brasileira já está superando a marca dos três reais. Socorro!!!

PÔ, HEITOR! QUALÉ?

Li o desabafo do cronista esportivo Águido Melo. Assim mando esse recadinho ao Heitor Costa, amigo de longa data. O reconhecimento por algo de bem recebido não pode ser medido só pelo agradecimento ou até mesmo pelo simples pagamento. Não é apenas uma dívida de sentido material. A gratidão, caro Heitor, é sentimento, é virtude, é benção. Ninguém precisa preocupar-se em retribuir o bem recebido, mas, ao revés, tem o dever moral de não praticar atos que decepcione quem o ajudou. Essa atitude que tanto engrandece a pessoa é rara nos homens de vida pública nestas paragens. Mas, caro Heitor, você certamente não perdeu a sensibilidade de olhar para trás e verá que o papel de algoz não lhe cai bem.

ARMADO

Ninguém sabe até agora porque o deputado Amarildo de Almeida decidiu andar sempre armado. Os comentários sobre essa decisão do parlamentar começaram em Vilhena, onde se realizou a última secção itinerante do parlamento e onde o volume do “trezoitão” do deputado era perfeitamente perceptível. E mesmo assim, armado, o parlamentar quase foi vítima de extorsão, em sua cidade. Ainda bem que preferiu registrar queixa na delegacia de polícia.

SOLIDÃO

Mauro Nazif não aparece há muito tempo. Está esquecido da mídia e não faz falta. Com a saída de Garotinho (seu guru no PSB nacional) o ex-deputado entrou numa fase de desolamento, de desconcentração, de isolamento. Um político da estatura de Mauro quando passa a mero observador da cena política, quando seu diálogo acontece apenas frente ao espelho, sinaliza para a repetição de uma sina: perder sempre quando o desejo é o Executivo. Mesmo nesse isolamento Mauro mantém a crença de que é o ungido, o sagrado e sacramentado na disputa de 2004. Só que em política quem não ocupa o espaço acaba sendo ultrapassado. Seria interessante perguntar quem investiria nele.

MP INVESTIGA

O titular do Ministério Público, Carlos Vitachi, em visita ao gabinete do presidente da Assembléia no dia de ontem, confirmou que a instituição está investigando o processo de cartelização do setor de materiais de construção em todo o Estado. O Ministério Público foi acionado pelo sindicato que representa o setor da construção civil. O setor cartelizou os preços de produtos cerâmicos e do cimento. Vitachi não deu maiores informações sobre a ação do MP nesta questão.

DEZ DIAS

As obras de reforma no prédio da Assembléia deverão ser encerradas em 10 dias. Isto é o que disse ontem um dos mais importantes assessores do presidente da Casa. A inauguração do Palácio do Legislativo será o evento de maior importância no calendário das comemorações dos 20 anos de instalação daquele poder.

QUALIDADE

A decisão de pessoas como o médico Alexandre Brito de entrar na política para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho deve ser aplaudida pelos moradores de Porto Velho interessados em ver a melhoria da qualidade da representação popular no chamado legislativo mirim. Ele não é apenas um médico de prestígio na cidade. É antes de tudo um cidadão que sabe compreender os fenômenos sociais que nos cercam como alguém interessado em propor alternativas para o desenvolvimento econômico e social da comunidade. Se a população mandar para a nossa Câmara Municipal na próxima legislatura gente do quilate do dr. Alexandre, nosso parlamento municipal poderá vir a ser um verdadeiro laboratório de idéias originais, fazendo jus às expectativas da população. É preciso tirar do plenário daquela Casa aqueles vereadores que durante o mandato ficaram presos à produção de “simples abobrinhas” e não conseguiram emergir do patamar da mediocridade e do servilismo. A partir de um quadro de excelência na Câmara Municipal será possível, finalmente, corrigir as distorções existentes na realidade da vida em Porto Velho. O jovem médico ligado ao Hospital Metropolitano personifica as esperanças de crescimento e desenvolvimento da sociedade portovelhense.

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