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Porto Velho,  sex,   10/julho/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 24/08/2003

23/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
BRILHANTE
A reunião que selou a adesão do PTB ao “frentão” que PFL e PDT estão construindo com vistas às próximas eleições, na última sexta-feira, serviu para confirmar o brilhantismo retórico do professor Moisés de Oliveira, Secretário Geral do PFL e doutor em Administração Pública por uma universidade lusa. Coube a ele esgrimir conceitos filosóficos para explicar esse hibridismo político rondoniense que na opinião de seus líderes “não pretende fazer oposição a ninguém” embora o objetivo mais intrínseco seja a conquista do poder maior em 2006, passando antes pelas urnas de 2004. Moisés vai consolidando uma imagem cada vez mais respeitável – por sua intelectualidade desafetada – entre os políticos de Porto Velho, fundamental para sedimentar seu desejo de vir a ser indicado pelo “frentão” como candidato a prefeito. A única derrapada do irmão do presidente da Assembléia ocorreu ao emitir conceitos sobre aspectos da ditadura para falar da importância “da rígida disciplina” que passa a ser cobrada dos integrantes do “frentão”. De uma coisa ninguém duvida: Moisés alem de grande orador é dotado de raciocínio rápido, tendo também um grande poder de persuasão. Vai longe, muito longe, esse moço.

CADÊ O PMDB?

Enquanto o PSDB, coordenado por Expedito Júnior, busca construir a sua “frentinha” (os tucanos estão no viés de liderar a maioria das siglas nanicas) e o PFL vai ampliando o seu “frentão” (já anunciam o PP como próximo integrante) chama a atenção o imobilismo do PMDB, outrora o grande partido do Estado, que possuí em seus quadros os dois mais importantes senadores rondonienses. Essa paralisia mantendo o PMDB praticamente fora da arrumação do tabuleiro do xadrez político para os embates de 2004 – uma simples passagem para a grande disputa de 2006 – demonstra de forma insofismável que o partido deveria passar por uma remodelação completa. Se o partido não substituir a coordenação do arrogante Amir, entregando-a de vez ao “simples” Raupp, o PMDB tem tudo para chegar rapidamente à condição de sigla pequena. Não é preciso ser analista para entender que a paralisia do PMDB – quando falta apenas um mês para as filiações daqueles que pretendem disputar as eleições do próximo ano – vai levar o partido à mera condição de coadjuvante na próxima disputa. O PMDB precisa parar, imediatamente, de acumular erros, equívocos e desacertos.

IMPOSSIBILIDADES

O ex-deputado Miranda Botelho vai acabar descobrindo algumas coisas são impossíveis de ser conciliadas, como o seu desejo de participar – como candidato – do próximo pleito eleitoral juntando o PT com o seu partido, o PDT. É claro que o presidente do PDT, o prefeito Carlos Camurça, conhece a capacidade de conseguir votos do atual presidente da Ceron. Ninguém melhor do que nosso burgomestre para reconhecer a alta penetração do nome de Eurípedes Miranda no segmento dos servidores públicos, categoria com alto peso eleitoral em Porto Velho. É exatamente por conhecer a competência eleitoral do ex-deputado que Carlinhos Camurça não quis e não vai querer entregar a ele a oportunidade de disputar uma prefeitura importante como a da Capital onde, é claro, poderia tornar-se um nome viável para chegar ao Senado, por exemplo.

Quando Miranda buscou aproximação xifópaga com o PT, na idéia de que uniria ao partido de Lula o PDT exerceu, é claro, o seu direito de sonhar. Esqueceu que o presidente de um partido que tenha mandato importante, como é o de prefeito da Capital, pode tudo. Embora seja, ainda, um dos nomes mais importantes, eleitoralmente falando, do PDT, Eurípedes Miranda Botelho não convidado para nada, não tomou parte em nenhuma providência política decidida pelo prefeito. Se o ex-deputado pretende trabalhar para voltar a ter mandato em 2004 ou 2006 deve tratar de fazer modificação geral no seu roteiro. O duro é que se não prestar contas ao PT acabará falando de seu “curto período na direção” da maior estatal rondoniense.

INVERDADES

Nem bem terminou a reunião que incluiu o PTB no “frentão”, junto com o PFL e o PDT, e alguns “analistas” trataram de anunciar a implosão do desejo de Renato Lima, presidente do diretório municipal do partido getulista, em ser confirmado candidato a prefeito de Porto Velho. Mentiram nas palavras. A eventual candidatura do ex-titular do Devop e da Secretaria de Estado de Obras tem sido planejada com cuidado matemático e não será, como acreditam alguns, atingida pela alquimia agregacionista dos grandões. A Renato foram dadas concessões partidárias seguras. E ninguém conhece melhor o assunto do que o próprio deputado Nilton Capixaba, presidente regional do PTB. Renato Lima não compareceu à reunião da última sexta-feira no escritório político do PFL, na rua Nicarágua. Mas, podem anotar, participou de tudo, antes, durante e depois. Renato vem trabalhando mineiramente e surpreendendo. Nas pesquisas seu nome deixou de ser apenas um traço e começa a aparecer, cada vez com mais intensidade. Ele poderá, se não cometer um erro grave nessa jornada, bombardear algumas raposas felpudas da política local que pretendem estar no páreo.

ANGÚSTIA

Contam-me que a prefeita Suely Aragão, de Cacoal, vive as angústias naturais de quem pretendia disputar a reeleição e vencer sem maiores esforços. Suas preocupações surgiram a partir do momento em que Divino Cardoso anunciou que está disposto a retornar à prefeitura da cidade, onde passou por mais de uma vez com votos de louvor. Dona Suely deveria, para facilitar as coisas, diminuir seus elegantes modos, mirando-se na amiga Milene Mota, onde o que mais aparece é aquela deliciosa brejeirice cabocla. Em Rondônia o eleitorado tem uma queda especial em preferir a simplicidade caipira diante daqueles que exibe um “fair-play” de boutique.

VICE DE PESO

Dedé de Melo é apaixonado por Guajará-Mirim, sua cidade. Daí, nada mais justo do que a vontade de tornar-se prefeito da Pérola do Mamoré. Quem conhece o povo da fronteira concorda que o atual presidente do Ipam, em Porto Velho, é a pule da vez. Se o clima estava favorável ao ex-deputado, agora suas chances aumentaram, e muito. Isaque Bennesby, que já foi deputado e ex-prefeito de Guajará por mais de uma vez decidiu participar da campanha de Dedé, como seu vice. Assim, tudo indica que a sucessão naquela cidade será uma barbada.

SEM SURPRESA

O presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Silvio Gualberto, deverá adiar seu projeto político pessoal de disputar a prefeitura de Porto Velho. Ele é daqueles políticos experientes que nunca perde eleição. Agora como presidente do legislativo ganha mais e mais prestígio, fortalecendo suas possibilidades de uma reeleição tranqüila, sem atropelos. Gualberto é novíssimo e terá tempo suficiente para ir ao andar de cima da política sem maiores contratempos. Para encarar uma campanha de prefeito já em 2004 precisaria do apoio do prefeito Carlos Camurça que, no momento, está engalfinhado num jogo maior, olhando o senado em 2006. Quem tem a experiência política do presidente da Câmara Municipal compreende isso sem nenhuma restrição.

CONVENCIMENTO

Vai ser difícil para o advogado Orestes Muniz convencer seus pares de que “pretende apenas” tornar-se presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia. É opinião geral entre os advogados, especialmente entre os mais jovens, de que Orestes pretende usar a seccional da OAB rondoniense para abrir caminho rumo ao Senado, em 2006. Orestes foi deputado federal e vice-governador. Não quis parar ali. Tentou ser governador e foi derrotado, afastando-se da política e contribuindo para a eleição de seu sobrinho, o deputado federal Agnaldo Muniz. Hoje o dr. Orestes está completamente estabilizado economicamente e profissionalmente. Além de comandar uma banca de advogados que detém para si as melhores causas, obtém sucessivos lucros como industrial do setor de refrigerantes. Nada como um retorno à política, de preferência no Senado, para coroar uma carreira tão brilhante.

LISTA GRANDE

Não é apenas o Mário Português que está na mira das investigações da CPI. Também deverá ser ouvido um empresário ligado ao setor de distribuição e de remédios que praticamente monopoliza o segmento e é apontado como beneficiário de esquemas governamentais. Ronilton Capixaba, o deputado que comanda a CPI, tem feito boca de siri sobre a lista de espertalhões que se acostumaram ao exercício da sonegação para ficar cada vez mais ricos. Mesmo assim o deputado segredou para a coluna que muitos colunáveis estão na lista explosiva.

CIRCULAÇÃO

Começa a circular nesta semana a 18ª edição do IMPRENSA POPULAR, periódico que tem o colunista como editor geral. Como sempre, a polêmica das matérias será o condimento especial da edição de agosto.

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