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Porto Velho,  sex,   15/novembro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 22/08/2003

21/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
SAUDOSISMO
“O Poeta da Cidade” √© o mais novo CD de artista de Porto Velho que chegar√° √†s lojas brevemente, trazendo Ernesto Melo como int√©rprete de suas pr√≥prias composi√ß√Ķes. Ganhei o primeiro CD, antes de seu lan√ßamento oficial, como presente de anivers√°rio do instrumentista Julio Yriarte, que assina a produ√ß√£o art√≠stica e musical. Ele foi gravado no Est√ļdio do Mato, aqui mesmo na Capital. S√£o 14 faixas sustentadas principalmente no saudosismo do “poeta”, registrando fatos, personagens e pontos (a maioria inexistentes hoje) da boemia antiga, at√© mesmo dos tempos em que isso aqui era conhecido como Territ√≥rio do Guapor√©. Melo conseguiu produzir este CD com o apoio do governo rondoniense (Lotoro/Secel) e, isso mesmo, com tamb√©m com o apoio da Prefeitura de Manaus, atrav√©s da Funda√ß√£o Villa Lobos.

O leitor que tiver acesso a este novo CD da rar√≠ssima produ√ß√£o local vai se deparar com instantes daquilo que poderia ser considerada a inoc√™ncia perdida da antiga boemia desta Capital, cada vez mais desfigurada pelas quest√Ķes sociais que v√£o desumanizando as rela√ß√Ķes e a conviv√™ncia entre seus habitantes, notadamente entre aqueles que davam brilho √†s nossas noites. O que Ernesto Melo traz na maioria das 14 composi√ß√Ķes deste CD s√£o cromos de uma Porto Velho sapeca, dos tempos em que a anima√ß√£o noturna da ent√£o “muito pequena” capital surpreendia at√© mesmo os visitantes vindos dos centros culturais mais importantes do Brasil. Como Ernesto Melo trata de registrar o nome de seus amigos de samba e de boemia, personagens em grande parte desconhecidos dos not√≠vagos da Porto Velho de hoje, sem dar maiores explica√ß√Ķes sobre eles, seu CD certamente se converter√° num trabalho dom√©stico que suscitar√° doces reminisc√™ncias aos antigos moradores da cidade (os aut√™nticos pioneiros) que viveram a leveza daquele ambiente perdido.

Para quem tem menos de duas d√©cadas de Porto Velho haver√° dificuldades em se situar na poesia musical de Melo, tendo em vista que ela est√° destitu√≠da de uma postura pol√≠tica, necess√°ria para que essa gente nova – ou de outros locais – possa compreender o que realmente representava o Mercado Central, o Mocambo, o Caiary, etc. Claro est√° que “o poeta da cidade” manteve um envolvimento constante em sua juventude com o que poderia ser chamado de “a fina flor” da nossa boemia, sendo ele uma continuidade daqueles tempos. E assim d√° impress√£o de que lembra aos remanescentes que “√©ramos mais felizes” – no mais amplo sentido da palavra – naqueles tempos em que n√£o t√≠nhamos “energia confi√°vel”, transporte urbano razo√°vel, escolas superiores em todos os cantos da cidade e nem a parafern√°lia que nos conecta ao futuro dessa aldeia global. Para uma cidade e um estado que, como o nosso, n√£o tem ainda uma hist√≥ria t√£o sedimentada, um trabalho como esse de Ernesto Melo certamente contribuir√° – mesmo com o exagero de tributos a certas figuras – no resgate de alguns personagens antol√≥gicos de nossa cultural popular.

UMA ID√ČIA
J√° que uma reforma no Secretariado √© inevit√°vel para dar a Ivo Narciso uma governabilidade mais est√°vel, o governo poderia aproveitar este momento para apresentar a Assembl√©ia projeto criando uma secretaria de estado pr√≥pria para cuidar do turismo rondoniense. Diante da crise econ√īmica vivida pelo pa√≠s – com s√©rios reflexos em nosso Estado – o governo n√£o deveria continuar relegando a um plano menor o desenvolvimento das atividades do turismo, segmento imprescind√≠vel para ampliar a oferta de empregos e novas alternativas de inclus√£o social. Ali√°s, o governo agiria corretamente se, no bojo dessa reforma que vir√°, criasse tamb√©m – como um √≥rg√£o realmente s√©rio – a Secretaria de Estado da Comunica√ß√£o Social. Este √© um outro ponto falho da administra√ß√£o. No mundo globalizado de hoje √© imposs√≠vel imaginar a consecu√ß√£o de qualquer projeto de governo sem a utiliza√ß√£o desse instrumento.

CACHAÇA CABOCLA
Encontrei mais um amigo, petista hist√≥rico, decepcionado com os “companheiros” que agora no governo recolheram suas antigas bandeiras de luta, dos tempos das hist√≥ricas manifesta√ß√Ķes de rua na era Teixeir√£o. Lembrava-me ele das “articula√ß√Ķes” do velho PT quando o saudoso coronel era o governador do Estado, muitas vezes finalizadas no falecido “Restaurante da Aspron”, onde Kida era o orgulhoso administrador. Gente aguerrida, defensora de reformas profundas do Estado, porta-vozes dos despossu√≠dos e da arraia mi√ļda dos servidores. Ele n√£o consegue entender e aceitar a nova postura dos “barbudinhos”, sobretudo a de Lula, ent√£o seu √≠dolo m√°ximo da pol√≠tica nacional. Lembrou o tal amigo as censuras que fazia √†s minhas posi√ß√Ķes de n√£o aderir √†s teses dos petistas que tomavam, na maioria das vezes, as r√©deas dos movimentos e saiam √† frente das passeatas, fazendo discursos inflamados contra a “burguesia”. Vivendo uma fase desilus√£o, o meu amigo petista j√° perdeu a f√© at√© em Lula, em que depositava enormes expectativas. J√° n√£o esconde sua ang√ļstia e considera que o PT no governo n√£o passa de um logro.

Conheci Lula quando ele era apenas um dirigente sindical que ocupava as primeiras p√°ginas dos jornal√Ķes pela sua lideran√ßa junto aos metal√ļrgicos. Eu e o jornalista Rafael Guelta – hoje importante assessor da Volks – encontramos o atual presidente num s√≠tio do ent√£o prefeito de S√£o Bernardo, Tito Costa, na cidade de Torrinha (SP), onde se refugiava, com a fam√≠lia, do ass√©dio da imprensa. Ali, entre uma cacha√ßa e outra – acompanhada de ling√ľi√ßa caseira como tira gosto – perguntava como ele (Lula) conseguia ser convidado a curtir as del√≠cias daquele s√≠tio mesmo sendo um cr√≠tico assaz de Tito. Sua resposta, cheia de ret√≥rica, n√£o me satisfez. Fiquei, confesso, com um p√© atr√°s. Preferi n√£o aderir, como era moda, ao petismo.

Sempre achei estranha a amizade devotada por Lula a Paulo Villares, que foi seu patr√£o enquanto ele se transformava no l√≠der mais ativo do sindicalismo brasileiro. Ali√°s, √© bom lembrar que boa parte da forma√ß√£o sindical de Lula foi conseguida na John Hopkins University, nos Estados Unidos. Pouca gente lembra, por exemplo, que em 1978, num congresso realizado no Guaruj√°, o nosso atual presidente n√£o demonstrava nenhum entusiasmo com a cria√ß√£o da CUT. Assim n√£o me surpreendo ao ver hoje os nossos “revolucion√°rios” petistas, do tempo do Teixeir√£o, completamente c√ļmplices de personagens que deram, despudoradamente, suporte aos governos anteriores que foram t√£o criticados aqui pelos “barbudinhos”.

NEG√ďCIO DO MOMENTO
Os estrangeiros est√£o de olho naquilo que √© considerado um dos melhores neg√≥cios do Brasil no momento. At√© em Rond√īnia √© f√°cil verificar isso. Em plena crise, o setor da educa√ß√£o particular movimenta R$ 15 bilh√Ķes por ano e est√° atraindo fundos de investimentos estrangeiros, que tencionam comprar escolas e faculdades brasileiras, verdadeiras f√°bricas de diplomas.

TEMPO DEMAIS
O presidente da Assembléia recebeu recentemente num de seus escritórios de despachos o ex-deputado João Suruí, aquele que esteve preso até recentemente no Urso Branco. Dizem que a conversa foi longa. Gastar mais de mais de 5 minutos com um ex-presidiário é puro desperdício de tempo.

TUDO IGUAL
O deputado Leudo Buritis quer acabar com a distinção de classes entre os soldados da PM rondoniense. Para ele a classificação dos soldados em três classes distintas impede o princípio da isonomia salarial, permitindo que praças que fazem o mesmo serviço tenham soldos diferentes. De acordo com o parlamentar um praça da PM leva mais de 3 anos para chegar à primeira classe. Na sua visão a diferenciação de vencimentos entre os praças é injusta e ilegal.

CPIS EM ANDAMENTO
Embora ainda estejam rendendo pouco matéria prima para a imprensa, a CPI da sonegação e a dos combustíveis estão funcionando. A primeira faz levantamentos sigilosos antes de começar a convocação de depoentes. A segunda irá ouvir nos próximos dias o presidente dos Sindicato das Empresas do setor de combustíveis, o distribuidor da Petroamazon e o líder sindicalista Amaral, ligado a CGT.

QUINHÃO DO GAZZONI
Lineide Gazzoni, mulher do deputado pedetista Edson Gazzoni, n√£o est√° definida para chefiar a Faser, como foi noticiado por v√°rios ve√≠culos de comunica√ß√£o, nesta semana. O deputado est√° em franca negocia√ß√£o junto ao governo, para integrar sua base de apoio. Todavia o parlamentar pretende ver sua mulher na pasta que cuida da Ind√ļstria e Com√©rcio, √°rea √† qual est√° ligado como l√≠der empresarial. Edson n√£o tem o menor interesse e ter a Funda√ß√£o que cuida da pol√≠tica de assist√™ncia social do governo sob seu controle.

GEST√ÉO DEMOCR√ĀTICA
O relator do novo projeto de lei que trata da “gest√£o democr√°tica” das escolas p√ļblicas, o deputado Daniel Nery, espera apenas concluir conversa√ß√Ķes com lideran√ßas sindicais para fechar seu relat√≥rio e mandar “o projeto √† vota√ß√£o”. √Č bom lembrar que todos os projetos versando sobre o tema, aprovados pela Assembl√©ia nos anos anteriores, acabaram sofrendo veto total do Executivo. O relator acredita que agora ser√° diferente.

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