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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 17/08/2003

16/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
GARRAS DO OSCAR
Veja como é a natureza humana. Massacrado eleitoralmente na eleição passada com a retumbante vitória do governador Ivo, o ex-deputado e sempre representante do setor do transporte coletivo, Caito, vem fazendo tudo para sair do baixo clero da política rondoniense. Ele quer por que quer ser o próximo prefeito de Porto Velho, através do PL, sigla onde ainda dá as cartas sem contestação. Aliás, Caito nunca gostou de ser contestado, de ter seus caprichos questionados. Enquanto freqüentou a roda do poder político, para onde foi levado pelo esforço de amigos que, em sua maioria, acabaram afastando-se dele, sempre deixou claro esta sua intolerância para com veículos e jornalistas que ousaram exercer a crítica em relação à sua atuação política, especialmente quando exerceu cargo executivo no governo, ou contra os apaniguados que ocuparam posições importantes na administração pública, como aconteceu num episódio negro na Caerd, no curto período em que aquela estatal funcionou como um seu feudo. Por não admitir opinião que o contradiga ou que seja desfavorável ao seu projeto político, Caito me telefonou no último dia 14, quinta-feira, para distribuir solavancos verbais contrariado com as opiniões emitidas por este repórter num programa de entrevista da FM Rádio Transamazônica sobre sua atuação política.

Incapaz de acatar críticas e de compreender as adversidades da política no processo de decadência o mimado Caito usou seu pífio telefonema para fazer ameaças contra a nossa vida, num aparente desabafo do ego atrofiado por sentir-se, talvez, condenado a permanecer no baixo clero da política rondoniense, até ser despachado definitivamente para o limbo onde tantos outros – com mais credenciais política do que ele – aposentaram-se. A ameaça pode ser uma bobagem, até porque entre os defeitos desse Caito nunca deu para acreditar num eventual lado obscuro do gosto pelo sangue e pela eliminação dos desafetos. Nem quando seu nome entrou nas especulações sobre a morte do radialista Marivaldo, de Machadinho, cheguei a acreditar naquilo. O Caito sabe que este jornalista tem filhos, uma família para criar, dos quais não abre mão e certamente não provocaria a minha morte prematura, que deixaria ao desamparo a minha prole e a minha mulher. Se fizesse isso, ele morreria de remorso. Caito sabe que justificar com braveza suas contradições políticas não resolve nada, não muda a realidade que cerca seu incerto futuro como homem público.

Quero acreditar que esse Caito tão diferente daquele que conheci nos tempos em que vivia equilibradamente com sua maravilhosa família é apenas uma caricatura passageira e sua fúria encenação gestual da ignorância. Um homem quando marcha celeremente para o isolamento, quando precisa usar seu potencial econômico para ter serviçais ao seu lado, supostamente extravasa sua amargura destilando ameaças contra aqueles capazes de apontar que o rei está nu.

Ameaças telefônicas a jornalistas tem sido uma constante em Rondônia. Elas são a instrumentalização maior dos incapazes. Interessante é que esse Caito, íntimo apoiador de manobras insanas como aquela que colocou no olho da rua milhares de servidores públicos – boa parte moradores da Capital – pensa em enganar o eleitorado de Porto Velho para tornar-se nosso burgomestre. Chegou a inventar um “instituto” (qua! qua! qua!) voltado para a “defesa” do povo. Que chiste! Que piada de mau gosto! E lá está o tal Caito na tv tentando mostrar-se como oposição, como se fosse alinhado à vanguarda. Se esse moço fosse submetido a um pequeno vestibular sobre suas realizações parlamentares e trabalhos políticos, revelaria o engodo que sempre representou. É esse “político” que não pode ser levado a sério que tenta intimidar, investir, contra o trabalho de profissionais independentes e bem informados, contra a mídia que não está a seu serviço. Por precaução (afinal Marivaldo acabou morto em Porto Velho) suas denúncias foram registradas na 5ª Delegacia de Polícia, onde o mesmo deverá comparecer para explicar sua braveza. Em outras oportunidades poderemos voltar ao assunto. Por enquanto ficaremos no Caito, apelido que esse personagem ganhou quando era apenas uma criança mimada no seio de sua família.

MAIS UM NA POLÍTICA
O popularíssimo Ceará Miséria vai entrar na política. Ele tentará seguir os passos do irmão Ramiro Negreiros, que já foi vereador e deputado estadual, completando a lacuna deixada pelo irmão Elinilson, falecido durante o cumprimento de seu primeiro mandato como vereador de Porto Velho. Ceará, o mais velho dos irmãos, vai sair candidato a vereador pelo município de Candeias do Jamary, para onde transferiu o domicílio eleitoral e filiou-se ao PTB. Lá deverá, como disse, apoiar a candidatura de Chico Pernambuco, tido como o provável candidato a prefeito pelo PDT.

IMPRESSIONADO
O dr. Novaes, urologista dos mais respeitados no seio da classe médica de Porto Velho, está impressionado com o número de pessoas que passou a procurar seu consultório para hipotecar solidariedade à sua eventual candidatura de vereador no próximo ano. O séqüito de admiradores do dr. Novaes espalha-se por vários segmentos da sociedade e ganha grande expressão na comunidade da Polícia Militar onde construiu, como oficial médico, sólidas amizades. Segundo consta, o médico já aceitou convite para filiar-se ao PSB, capitaneado por outro médico, o dr. Mauro Nazif.

UNIBANCO TEM MAMATA

Embora os bancos sejam os grandes beneficiários do sistema político nacional, apresentando lucros fantásticos em todos os balanços, acabam sempre conseguindo mamatas patrocinadas pelo poder público. O Unibanco substituiu o Sudameris no atendimento aos funcionários da Assembléia. Se antes o Sudameris pagava pela segurança de seu posto avançado na sede do Parlamento, o mesmo não acontece agora com o Unibanco que tem funcionários do próprio corpo de segurança da Assembléia tomando conta da portaria de seu posto de atendimento e fazendo a “segurança”. É claro que o Unibanco não está pagando nada por isso. Certamente o presidente da ALE não deve ter sido informado “dessa cortesia” custeada pelo erário.

PALAVRA DO MINISTRO

“A questão social não é caso de polícia, as reivindicações sociais são autênticas, revelam o quadro de exclusão social que vem de muitas dezenas de anos no Brasil; esse é o primeiro princípio”, afirmou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, durante a abertura do 13º Congresso Mundial de Criminologia, no Teatro Municipal, em São Paulo, em resposta aos que pregam que o governo Lula use a polícia para reprimir o movimento dos trabalhadores sem-terra. “Não vamos aceitar esse tipo de conselho que vem da direita de que é preciso baixar o pau nos movimentos sociais, porque não é preciso”, disse.

UMA INSTITUIÇÃO

Considerar o Carlinhos Maracanã como uma instituição da cultura da comunidade de Porto Velho é apenas uma constatação óbvia. Ele ama a cultura da cidade, especialmente o samba e suas variações. Graças à sua incansável capacidade como agitador cultural Maracanã acaba se tornando uma personalidade indispensável para impulsionar a cultura popular de Porto Velho, sobretudo dando utilidade maior à Casa da Cultura Ivan Marrocos, instituição ainda sub-aproveitada pela falta de uma política cultural definida. Maracanã está de volta no espaço aberto da Casa de Cultura, numa promoção que traz os melhores intérpretes, compositores e ritimistas do genuíno samba brasileiro. Eles dividem o espetáculo com revelações não só da música, mas do folclore e da dança. A promoção imperdível acontece nas quartas, com entrada franca. O início dessa nova atividade capitaneada pelo “Maracá” apresentou Banana, o puxador de samba, que reviveu ao lado de bambas os melhores sambas de enredo das grandes escolas do Rio e também das de Porto Velho.

PROGRESSISTA

Os pefelistas que defendem o lançamento do professor Moisés de Oliveira – que concluiu, recentemente, doutorado em Administração Pública, em Portugal, afirmam que o partido não tem um nome “mais brilhante” para implementar um projeto progressista para Porto Velho. Os próprios pré-candidatos do PFL concordam que “Moisés reúne as melhores condições” intelectuais para explicar “esse projeto à população”. Por se tratar de um nome sobre o qual não pairam nenhum tipo de restrição moral ou intelectual, o partidários do professor acham que o pré-lançamento de seu nome pode contribuir para o fortalecimento da legenda.

PROCURADO

Interessados em apresentar uma chapa de candidatos a vereadores realmente competitiva, alguns tucanos procuraram o empresário Jaime Ledo, que atua na área do turismo e da revenda de combustíveis, convidando-o a se filiar ao PSDB. O empresário ainda nutre o desejo de compor uma chapa majoritária e por isso não definiu por qual partido pretende iniciar sua carreira política. Jaime, como empresário que sabe definir boas oportunidades, certamente não descarta a possibilidade de estrear como candidato ao legislativo. Vai analisar criteriosamente, até o último momento, qual convite deve aceitar.

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