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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 15/08/2003

14/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
É SÓ O COMEÇO
Uma parte do noticiário sobre a sucessão municipal induz o leitor a crer as alianças partidárias, anunciadas recentemente, estão fechadas ou manterão os contornos de agora. Engana-se quem acreditar que o combinado e anunciado hoje se manterá até o próximo ano. Há muito chão pela frente e as variações mais incríveis, heterodoxas mesmo, acabarão surgindo. O PSB (leia-se Mauro Nazif) ainda o franco favorito em Porto Velho poderá, por exemplo, ter a seu lado o PP, partido onde o comando regional é exercido pelo deputado Maurão de Carvalho. Dezival Ribeiro, secretário pepista, dá uma dica de como caminham as fileiras do antigo PPB: “A conversa de nosso pessoal com o time do Mauro Nazif tem praticamente seis meses e a tendência é um fechamento sem maiores problemas para a batalha das próximas eleições”. Como se vê, na busca pela conquista do poder municipal o que menos importa são proximidades programáticas e ideológicas. Se o PDT garante estar unido ao PFL, que não abre mão de uma janela aberta para o PTB, não há porque não acreditar em alianças entre os chamados partidos conservadores e os progressistas (se é que essa classificação ainda tem algum valor num país como o Brasil), principalmente porque após o PT ter chegado ao poder máximo do país, todo mundo procura adaptar-se a uma nova ideologia, tornando possível qualquer tipo de aliança.

NO LE PETIT
Amanhã, às 20 horas, o Le Petit Taborda se ilumina para receber amigos do colunista, que novamente aniversaria. Seria uma insensatez fazer festa para alguém que ultrapassa o meio século de vida se não tivesse tantos amigos que fogem da superficialidade, da música chinfrim e do bate-papo volátil. Como o jornalista Rubens Coutinho, de boa estirpe entre os que alinhavam as mal-traçadas, comemorará comigo seu niver, fica plenamente justificado receber nossos amigos artistas, intelectuais, políticos, jornalistas e boêmios num espaço onde o papo sempre corre fluente expondo idéias com clareza, principalmente nos temas da política e da cultura. O Le Petit Taborda tem sido a mais autêntica passarela dos expoentes de nossa música e de nossos políticos. Por ali começa o “debu” de muita gente boa de nossa política e toda essa gente certamente estará ali, no sábado, para comemorarmos mais um ano dessa jornada que está nos levando a dobrar o cabo da boa esperança.

BURLESCO
O servidor público que sofreu o diabo – depois de 14, 15, 18 anos de serviços prestados ao Estado – com as demissões praticadas pelo lamentável ex-governador certamente sentiu nesta semana um novo abalo com a informação de que JB estaria com vontade de disputar a prefeitura da Capital em 2004. Nossa política continua burlesca. Para as vítimas do “degolador de funcionários” a “notícia” de sua petulância deve ter soado como um mau agouro. A idéia de abrir espaço para o carrasco dos servidores – especialmente em Porto Velho – deve pertencer à fina flor das maracutáias e não aos homens de pensamento e de lógica que certamente existem em todos os partidos, até mesmo no PFL. Homens que agem deliberadamente contra os mais fracos no afã de agradar personagens do velhacouto deveriam ser expurgados definitivamente da vida pública. Os demitidos estão recuperando sua dignidade graças ao governador Ivo Narciso que ao reintegra-los ao trabalho restaura um os prejuízos morais a que estas pessoas foram condenadas pelo seu antecessor. Mesmo com o apoio do governador Ivo as vítimas do “carrasco” vivem um período muito duro para serem assustados por aqueles que continuam agindo como títeres da bandalha.

SEM POVO
Num restaurante especializado em massas, localizado numa das esquinas da Abunã, Fátima Cleide, a senadora do PT, e seu “husband” almoçavam. Ela parecia uma ilustre desconhecida. Ninguém a cumprimentou, ninguém foi até sua mesa conversar, nem mesmo o repórter JC Coqueiro. Como uma figura totalmente desconhecida, a senadora foi até o caixa, pagou a conta e deixou o local sem ganhar nenhuma demonstração de apreço ou pelo menos de interesse. Reflexos de um PT que vem produzindo o crescimento dos desesperançados em todo o país. Quem esperava ver a mais votada senadora da história de Rondônia brilhar em Brasília, defendendo bandeiras de mudanças, transformando em realidade seu discurso de campanha deve estar decepcionado, reconhecendo que dona Fátima é só mais um tremendo vazio na política rondoniense, expondo seu salto alto por onde passa.

QUEBRADEIRA
Há um ambiente de frustração generalizada nas prefeituras de Rondônia. Com a queda brutal (de mais de 40%) nos repasses do FPM, boa parte dos prefeitos não sabem como farão para pagar seus fornecedores e até mesmo os servidores municipais dentro do prazo. Vários alcaides estão pensando seriamente em fechar as portas. Alguns estão tentando encontrar uma saída para a derrocada. Essa situação levou o prefeito Lindomar Garçon, de Candeias, a Brasília, no meio da semana, onde espera conseguir alguma alternativa para reduzir o impacto catastrófico que se avizinha das administrações municipais.

SUPERINADIMPLÊNCIA
O mar não está pra peixe. Médicos ligados a uma cooperativa estão assustados com o crescimento da inadimplência de seus seguranças. Ela já ultrapassou o índice de 64%, num crescimento de mais de três vezes em menos de um trimestre.

TROCA-TROCA
O governo está procurando um substituto para o lugar de Jarí. Descobriram, finalmente, que o moço vindo de Cacoal não é capaz de por o ovo em pé, construindo uma imagem positiva, como querem fortes personagens do governo Ivo. Assim, no troca-troca que acabará acontecendo neste semestre, Jarí deverá ser o primeiro a juntar as tralhas. A corda está esticando para o lado do rapaz, principalmente depois de problemas gerados por sua incompatibilidade com setores da mídia e também por questões que levaram o MP a se mexer no segmento da publicidade oficial.

EFERVESCÊNCIA
Se não surgir, com rapidez, medidas de impacto para melhorar o setor da saúde pública a paciência dos “tycoons” da corte tucana chegará ao limite, levando o titular da pasta a se estrepar. As felpudas raposas da cassolândia começam a achar que não é mais possível acreditar que o titular da saúde tenha algum trunfo para resgatar este setor que provoca grande desgaste para o governador.

SATISFEITA
A missão americana que inspecionou nosso rebanho ficou satisfeita com o que viu. Rondônia poderá participar da retomada da exportação de carne bovina para os Estados Unidos, se não houver nenhum acidente de percurso.

RESPEITO
Tem analista que não enxerga coisa alguma. O PTB não demonstra o menor interesse em abortar a candidatura de Renato Lima para ir a reboque de outro partido, principalmente da aliança PFL/PDT. A disposição desse engenheiro em viabilizar seu nome para uma campanha importante como a sucessão municipal na capital do Estado tem garantido a manutenção do PTB – em termos de Porto Velho – constantemente na mídia. Por ser novidade num cenário onde o eleitor olha com desconfiança as raposas felpudas que sonham em abocanhar os votos, Renato pode até se dar bem. Ele tem simpatia, preparo para discutir as questões mais candentes e um plano para promover uma grande inclusão social no município. O cara nem começou a fazer política e já causa excitação em bairros da periferia, sobretudo junto à juventude. O PTB, de acordo com seu presidente, pode até entrar em alianças onde outros partidos sejam cabeça de chapa, mas só em certas cidades do interior.

EM TODAS
Eduardo Valverde, o deputado federal do PT eleito por Porto Velho, está em todas. Até desfilou na passeata gay. Em todo lugar é figura simpática. No almoço dos advogados conversou com as duas facções que disputam a presidência da Ordem sem, sabiamente, demonstrar sua tendência. Trabalha para ser o candidato do PT ao cargo de Carlos Camurça. Não tem chances de ganhar, mas certamente terá um excelente “resíduo” eleitoral para se eleger novamente como deputado federal.

INTELIGÊNCIA
Neste quadro onde a mediocridade e a falta de credibilidade parece uma constante permanente a disposição do professor Moisés de entrar na parada pode representar o surgimento de uma liderança destacada com as credenciais da intelectualidade. Mas em termos da nossa política parece despropositado ver um intelectual dando o tom na administração de uma cidade onde o poder público chega a considerar coisas como tal “carnaval fora de época” como cultura.

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