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Porto Velho,  sex,   10/julho/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS - 13/08/2003

12/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
FAZENDO-SE DE CEGO
Vi num desses jornais que n√£o tem nenhum compromisso com a realidade uma manchete que mostra bem a irresponsabilidade de parte da m√≠dia em procurar entender a realidade desse pa√≠s tropical. “Ongs amea√ßam a soberania”, alardeava no t√≠tulo principal a tal publica√ß√£o, expondo o primarismo pol√≠tico de seus editores. Ora, √© certo que o Brasil √© um pa√≠s em pandarecos, mas mesmo assim ainda est√° longe de sucumbir diante das a√ß√Ķes das Ongs, mesmo daquelas sustentadas por recursos extraordin√°rios oriundos de corpora√ß√Ķes multinacionais. A imprensa do establishement tem esta facilidade de buscar nas vers√Ķes descabidas o escapismo diante da realidade que verdadeiramente vai ampliando no Brasil as inquietudes de uma sociedade cada vez mais convulsionada pela desordem social. √Č mais f√°cil culpar os deserdados que lutam pela sua inclus√£o no contexto s√≥cio-pol√≠tico-econ√īmico do nosso grande pa√≠s do que reconhecer o fracasso das elites podres que n√£o abrem m√£o de controlar todas as oportunidades e todos os eventuais benef√≠cios. Os milh√Ķes de deserdados s√£o apresentados todos os dias nessa m√≠dia como hordas de marginais, que geram inquietudes na cidadania, ainda capaz de comer, trabalhar, morar, estudar, beber, viver, amar e, eventualmente, sorrir. H√° um ar de censura espalhado pela m√≠dia e discutido em todas as rodas sobre os movimentos pol√≠tico-sociais, que abalam a aparente quietude e paz das minorias inclu√≠das. Todos se sentem amea√ßados e criticam. Nenhum racioc√≠nio l√≥gico atalha esse tipo de preocupa√ß√£o nem p√Ķem no eixo essas discuss√Ķes.
Tudo gira em torno das “invas√Ķes” em √°reas agr√≠colas, urbanas, em terras de dom√≠nio p√ļblico e em edif√≠cios governamentais. Todos censuram. Do governo ao mais esquecidos dos cidad√£os. A final, dizem, √© preciso respeitar a Lei, a propriedade privada, os direitos inscritos na Constitui√ß√£o.

Ningu√©m diz, por exemplo, no tom necess√°rio, quem criou estes movimentos dos sem-nada, estes milh√Ķes de brasileiros tratados como cidad√£os de terceira classe que agora, mais politizados, resolveram lutar para ter garantias m√≠nimas de sobreviv√™ncia. A ningu√©m ocorre uma pergunta important√≠ssima: o que autoriza o FMI, organismo internacional, a invadir, tranq√ľilamente, nosso Pa√≠s, ser recebido, invadir o Minist√©rio da Fazenda e ditar como devemos nos comportar em mat√©ria econ√īmica, sobre nosso desenvolvimento, nas quest√Ķes dos gastos p√ļblicos, na previd√™ncia social? Ocorre aqui, flagrantemente, uma invas√£o da soberania nacional, tendo como conseq√ľ√™ncia a estagna√ß√£o, a queda do PIB, a paralisa√ß√£o das atividades produtivas do Pa√≠s, o desemprego, a fome, a mis√©ria, a exaspera√ß√£o da marginalidade e do crime. Uma bela Na√ß√£o est√° sendo destru√≠da em sua capacidade, sob o imp√©rio da Lei ditada pelo Executivo, aprovada pelo Legislativo e assegurada pelo Judici√°rio em suas brilhantes senten√ßas.

√Ä banqueirada √© assegurada a invas√£o despudorada dos cofres da Na√ß√£o, onde se depositam todo o esfor√ßo, suor e l√°grimas do trabalho de milh√Ķes de brasileiros, para o pagamento, s√≥ neste ano, de 150 bilh√Ķes de reais de juros, sem que a ningu√©m tenha sido explicada a origem dessa agiotagem toda. Com esses 150 bilh√Ķes de reais construir√≠amos 10 milh√Ķes de casas populares. Em fam√≠lias de 3 pessoas, ter√≠amos o dobro da popula√ß√£o do Estado de S√£o Paulo com moradia. Mas, a banqueirada est√° garantida pelas leis e pelo sil√™ncio de todos. Ningu√©m diz nada, ningu√©m protesta, ningu√©m censura, nenhum jornal ou TV denunciam, nenhum deputado fala, e o governo da esperan√ßa se cala!

Nesse quadro, nesse sistema de Poder, que privilegia os que violentam a cidadania, que assegura com Leis autocr√°ticas e ditatoriais as invas√Ķes de direitos do cidad√£o, todos assentados na Constitui√ß√£o, n√£o h√° porque se negar o Direito dos integrantes do Movimento dos Sem-Terra, dos Sem-Nada, enfim dos exclu√≠dos, a promoverem, em qualquer dia, hora e lugar, a qualquer tipo de invas√£o, ao arrepio de qualquer legisla√ß√£o idiota vigente, porque assegurados pelo princ√≠pio constitucional da ISONOMIA: todos s√£o iguais perante a Lei! Por que censurar os Sem-Terra, os Sem-Teto e os Sem-Nada? Por que dar uma manchete exagerada, para n√£o dizer mentirosa, sobre ONGs que n√£o t√™m a menor condi√ß√£o de amea√ßar nossa soberania e calar-se contra os verdadeiros vil√Ķes, os sanguessugas do Brasil?

Por que o mesmo editor que esbraveja contra as Ongs n√£o grita quando o FMI vem ditar regras, que s√£o as senten√ßas de morte das esperan√ßas e do futuro de seus filhos pobres do Brasil, numa invas√£o, esta sim, a mais grave, a mais indesculp√°vel, a mais violenta, porque contra a soberania da Na√ß√£o Brasileira. Por que esse pessoal n√£o grita contra o pagamento dos 150 bilh√Ķes de reais, somente de juros, √† banqueirada, neste ano? √Č mais f√°cil censurar e satanizar os Sem Terra , Sem Teto e Sem Nada? Quem tem mais direito nesse jogo todo? Se voc√™ responder que n√£o √© o MST, ent√£o come√ßarei a ter certeza de que voc√™ n√£o vale nada mesmo e o que se abre √† frente ser√° o fim da Democracia e as trilhas abertas para uma grande guerra civil.

DENTRO DA LEGALIDADE

Nome que entra nas especula√ß√Ķes da sucess√£o municipal de Porto Velho, o professor Mois√©s de Oliveira come√ßa a explicar o que pensa sobre assuntos pol√™micos, como o conflito pela disputa da terra, uma realidade presente hoje no Estado de Rond√īnia. √Č f√°cil perceber a vontade desse jovem em partir para uma a√ß√£o pol√≠tica que possa mudar a situa√ß√£o de desigualdades econ√īmica e social com a qual parece que estamos acostumados a conviver. Ta√≠ um jovem com consci√™ncia real da d√≠vida social existente em nosso Estado.

Bem, para quem conhece o professor, suas posi√ß√Ķes n√£o chegam a surpreender. Mois√©s participou efetivamente no movimento estudantil, militou em movimentos populares e se engajou em partidos pol√≠ticos que eram nitidamente comprometidos com as mudan√ßas sociais. Escapando do cipoal ideol√≥gico do PT, o nosso Mois√©s n√£o perdeu o ideal de lutar para que a democracia sa√≠sse dos limites institucionais para se tornar real desdobrando-se nos aspectos econ√īmico e social, mudando a vida das pessoas.

Acompanhando o recrudescimento das lutas desenvolvidas pelos exclu√≠dos, notadamente os sem-terra, Mois√©s destaca que “o processo de transforma√ß√£o da situa√ß√£o social do Brasil tem de seguir as regras estabelecidas pela sociedade”. O professor acha que “tentar resolver os problemas sociais” existentes no Brasil e em Rond√īnia, “atrav√©s de atalhos” como tem sido as invas√Ķes generalizadas, “pode custar muito caro e colocar o pa√≠s na imin√™ncia de um indesej√°vel retrocesso”. Para o professor “o processo de invas√Ķes e de amea√ßas √† propriedade privada, constitui-se num desservi√ßo √† democracia”. O nosso Mois√©s garante que √© totalmente “a favor da press√£o pol√≠tica, da reivindica√ß√£o para que estas quest√Ķes sociais n√£o sejam esquecidas por quem governa”. Ele lamenta que alguns pol√≠ticos “ainda n√£o descobriram que prega√ß√£o leviana n√£o constr√≥i absolutamente nada”.

VESTIBULAR UNIFICADO

Com ado√ß√£o do vestibular unificado, o Unirvest, anunciado ontem pelos diretores da Universidade Federal de Rond√īnia (Unir), Faculdade Interamericana de Porto Velho (Uniron) e Faculdade de Educa√ß√£o de Porto Velho (Unipec), os vestibulandos que se inscreverem nesse processo seletivo para ingresso no ensino superior ter√£o, por uma √ļnica taxa, uma oferta de 54 cursos de gradua√ß√£o, com 3.250 vagas. O Unirvest nasce como o maior vestibular unificado do norte brasileiro. As inscri√ß√Ķes estar√£o abertas entre os dias 27 de agosto e 9 de setembro.

SEM PROBLEMAS

O ministro aposentado do STJ, Ilmar Galv√£o, al√©m de participar dos eventos alusivos aos 20 anos de instala√ß√£o da Justi√ßa Federal em Rond√īnia, no dia de ontem, proferiu palestras aos alunos da Unir. Em bate-papo com o colunista, o ministro mostrou sua preocupa√ß√£o com as quest√Ķes sociais da Amaz√īnia que para ele precisa “ter um programa pr√≥prio de desenvolvimento”, voltado para a melhoria de vida de seus 17 milh√Ķes aproximados de habitantes. O ministro n√£o defende a tese de se manter a Amaz√īnia como um jardim do √Čden, tese advogada por muitas organiza√ß√Ķes preservacionistas ao longo do globo.

√Č PECADO

Dom Moacir Grechi, bispo diocesano de Porto Velho, est√° perfeitamente sintonizado com a orienta√ß√£o do Vaticano que condena a legaliza√ß√£o da uni√£o entre pessoas do mesmo sexo. Ele afirma que “o homossexualismo nunca deixou de ser pecado”. Para ele “a toler√Ęncia” da sociedade atual para com esse tipo de “uni√£o” contribui para fragilizar ainda mais a fam√≠lia e seus valores fundamentais.

JORNALISMO

A Uniron estar√° recepcionando no pr√≥ximo dia 15 a doutora M√°rcia Benetti Machado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que vem a Porto Velho falar sobre v√°rios temas ligados ao jornalismo, tais como “produ√ß√£o de sentidos e representa√ß√£o”, “linguagem e poder simb√≥lico”, “o discurso como uma rela√ß√£o entre sujeitos”, “o jornalismo como narrativa”, numa s√©rie de palestras que come√ßam no dia 15 e estendem-se at√© o dia 17, dentro do curso de p√≥s-gradua√ß√£o “lato sensu”. A presen√ßa da doutora M√°rcia na Uniron acontece gra√ßas ao esfor√ßo do diretor executivo da Uniron, Fernando Prado, e do coordenador do curso de Publicidade e Propaganda , Geovani Bruno.

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