Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro


 

Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS - 10/8/2003

9/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
PAZ NECESSÁRIA
Debalde os esforços recentes para evitar-se a perda contínua da legitimidade das instituições tradicionais que compõem o governo, continuamos diante de uma grande crise de hegemonia política, onde os atores principais do jogo do poder deixam de lado as boas regras da convivência harmônica e adotam componentes carismáticos, num processo que em nada ajudará a superação quadro de estagnação econômica e desordem social em que se debate o Estado. O governo padece de mecanismos de articulação do consenso que vai do Legislativo ao Judiciário, mostrando que ainda não assimilou o paradigma prevalecente num sistema onde o Parlamento e o Judiciário são indispensáveis para a concretização dos dogmas democráticos. A falta de preparo para se discutir as instituições dentro do Estado de Direito, torna-se por demais cruel quando a manifestação do inconformismo desconhece a legitimação social desses componentes dos poderes constitucionais. Essas posturas da beligerância que não teme a crise da legalidade ou não reconhece a eficácia legislativa no Estado social faz com que todo tipo de mediação acabe sempre em fracasso, anulando os incipientes esforços de diálogo de alguns atores com maior capacidade de reflexão.

Essa luta política entre poderes que deveriam ser harmônicos acaba entravando a ampliação da cidadania política e social, gerando insegurança à grande maioria da população que espera respostas positivas às suas demandas. Como um governo (e é bom lembrar que o governo é o conjunto dos poderes constituídos) em constante conflito conseguirá atender às postulações de uma sociedade que ainda tem expectativas, mesmo diante de uma conjuntura nacional nada animadora? A idéia de que as querelas construídas com a superficialidade das maledicências podem estimular uma rebelião popular que anule a legitimação de um ou outro “poder” constituído é uma avaliação que não se sustenta. Aliás, na arena política é muito comum o feitiço virar contra o feiticeiro. Aquele que explora as fissuras do tecido político-institucional com o objetivo de minar a estabilidade democrática, corre o risco de descobrir, tardiamente, no caso do parlamento, que a aplicação do conceito de legalidade vai além da mecânica da lei, nos chamados processos políticos.

Rondônia vem de longos anos de estagnação econômica. Nas periferias de nossas principais cidades vê-se os alicerces de nossa estrutura social profundamente abalados pela delinqüência juvenil, pelo desemprego, pela desestrutura familiar, pela prostituição, etc. A classe média que estávamos construindo marcha celeremente para a proletarização. A miserabilidade ronda cada vez um maior número de nossos irmãos. No campo e nas cidades crescem as reivindicações radicalizadas levando a conflitos perigosos. Diante de tudo isso, o aparato estatal precisa funcionar harmonicamente. O autoritarismo do poder que tem o domínio econômico – mas que é impotente para governar sozinho – bem como o fisiologismo do poder legitimado pelo voto e que espelha as contradições da sociedade só servem para alimentar perturbações que se projetam sobre os todos os segmentos que compõem a sociedade. Assim ao contrário de apimentar as dissensões preferimos hoje clamar, outra vez, pela paz e harmonia entre aqueles que precisam nos governar.

OBRIGADO
Agradeço, sinceramente, a todos os leitores os votos de feliz aniversário recebidos. Completo hoje mais um ano de vida. No entanto, a comemoração só irá acontecer, por sugestão dos amigos, no próximo sábado, no Le Petit Taborda.

ACIRRADA
A eleição para a presidência da secção rondoniense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RO) nesse ano promete ser acirrada. Com um discurso empolgante o advogado Orestes Muniz lançou na noite da última sexta-feira (8) sua campanha, numa festa que contou com cerca de 200 advogados, reunidos no Espaço Maravilha, ao lado da Assembléia Legislativa. A frágil aparência de Orestes desapareceu quando ele começou a falar sobre o significado de sua “candidatura de oposição”, relembrando a vida política que abandonou há 13 anos para dedicar-se ao Direito. Orestes nasceu, viveu e cresceu nas altas rodas de políticos de Rondônia onde foi deputado federal, vice-governador e secretário de Estado. Hoje ele integra a alta estirpe dos advogados rondonienses, sendo motivo de orgulho para a sua categoria não só pela sua brilhante ação forense mas também como professor universitário onde transmite sempre seu ímpeto pela Justiça. O lançamento da candidatura de Orestes Muniz serviu para reunir importantes nomes da advocacia estadual, inclusive nomes que no passado foram adversários e que agora se unem para fazer “uma OAB forte e atuante”.

PAI HERÓI

Aproveitemos o Dia dos Pais para fazermos uma pergunta: Qual o lugar que ocupam estas figuras masculinas na cultura de hoje, num quadro de desalento da chamada estrutura familiar que desequilibra tanto nossa juventude? Sou do tempo em que pai era o homem associado à idéia de respeito, de autoridade e, em muitos casos, até de temor. Fui educado por um pai austero. Sua palavra era lei dentro da família. Certamente na visão dos psicólogos de hoje, meu pai seria classificado de autoritário e certamente, como tantos outros de sua época, seria reprovado pela moderna pedagogia. A função paterna naqueles tempos era ditar as regras, por ordem e cobrar obediência. As mães como sempre – a minha, claro, foi assim – trabalhavam no sentido de dar um “jeitinho” para driblar o poder “discricionário” dos pais. Ela é quem lidava com os afetos e por isso era sempre mais permissiva. Ao caminhar para uma idade mais provecta – com o meu aniversário de hoje – agradeço a meu pai pela maneira como me criou e me educou, dentro de sua práxis de disciplinamento. Não guardo nenhum ressentimento de ter recebido do meu pai algumas reprimendas mais duras – a sova – quando quebrei, na infância algumas de suas regras. Hoje, mais do que nunca admiro e dou valor ao homem que – sem grande formação escolar – buscou forjar em mim um caráter que pudesse evitar-lhe maiores decepções.

A moderna sociologia, aliada à psicologia atual, parece trabalhar no sentido de tirar o valor do pai que mantém como um de seus papéis mais importante dentro da família o de disciplinar seus filhos. Nunca as famílias sofrem, internamente, tantos desencontros e ressentimentos. É cada vez maior o número de filhos que não respeitam, que não admiram e não dão valor para o homem que é pai. O filho que não tem preocupação em honrar o pai certamente também não será honrado. É claro que nós, pais, podemos errar sensivelmente, magoando ou ferindo um filho injustamente, desnecessariamente. Nem por isso os filhos devem deixar de reconhecer o valor daquele que lhes deu a origem de suas vidas. Hoje olho meu pai como um homem que foi um verdadeiro herói, na maior parte de sua vida, para garantir à família o equilíbrio mínimo para sobreviver a tantas intempéries. Hoje, como pai, espero que meus filhos vejam pelo menos um pouco do heroísmo do avô, que tanto bem me fez. Feliz Dia dos Pais.

OUTRO PARTIDO

Lindomar Garçon, prefeito de Candeias, não cabe em si de contentamento com sua performance política na cidade de Porto Velho onde aparece quase no topo da preferência do eleitorado para a disputa da sucessão de 2004. Se sua liderança não for reconhecida nas entranhas da cúpula de seu partido, Garçon poderá até procurar guarida em outra sigla. Convite é o que não falta. Agora mesmo próceres do PMDB andaram conversando com o prefeito candeiense no sentido de coopta-lo com a promessa de dar-lhe o timão da candidatura majoritária do próximo ano.

APARECENDO

Renato Lima, totalmente noviço na política partidária, não é mais apenas um traço nas sondagens de opinião pública. Numa recente pesquisa o petebista já supera o 1%. Renato estabeleceu como marca pessoal, para manter sua postulação de candidato a prefeito, pelo menos 5% até dezembro próximo. Tudo indica que vai superar esta marca. Na sexta-feira seu nome foi constantemente lembrado pelos organizadores da 4ª Festa dos Estudantes, realizada na praça Aluízio Ferreira.

DE NOVO

Melki Donadon, prefeito de Vilhena, está acionando sua assessoria jurídica para ver se encontra respaldo legal que possibilite sua disputa por um novo mandato de alcaide. Se necessário poderá tentar até a prefeitura de Colorado, de onde saiu para se tornar o prefeito mais popular da cidade portal de Rondônia.

XISTO

Determinado a eleger-se vereador, Paulo Xisto estuda uma eventual filiação ao PSDB, de onde tem recebido sinal verde, como sua próxima filiação. A definição partidária só não aconteceu ainda porque o presidente da Associação Cidade Verde tem sido cogitado também para compor, como vice, algumas possíveis chapas majoritárias.

FILHO DO CHIQUILITO

David Erse, meio em surdina, está em plena campanha política, cumprindo extenso programa de visitação a bairros da periferia de Porto Velho. Sua pretensão é a de disputar uma cadeira na Câmara Municipal, todavia seu nome está nas cogitações de Mauro Nazif, como um “excelente vice”.

Nenhum comentário sobre esta coluna

Mais colunas de Gessi Taborda
Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13


Últimas Matérias
Publicidade: