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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS

5/8/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
SEM CHANCES
Muita água vai correr debaixo da ponte até termos uma definição do cenário que vai valer para as eleições de 2004. Mesmo assim é possível constatar certas realidades que dificilmente serão modificadas daqui até lá. Alguns pretendentes ao cargo de burgomestre de Porto Velho terão extrema dificuldade em consolidar uma candidatura viável, porque na verdade não detém credibilidade junto ao eleitorado e não souberam consolidar sua carreira política. Estão em real processo de deterioração política, embora não acreditem nisso. Não existe, por exemplo, a menor dúvida de que o eleitorado de Porto Velho sabe que o representante do PL, que busca sua indicação como candidato, teve tudo a ver com o que aconteceu no governo passado em torno da demissão de milhares de funcionários estaduais. Este é apenas um aspecto que torna impossível ao candidato apresentar-se como “o homem das mudanças” tão desejado pelo povo. Perante a opinião pública o pretenso candidato é daqueles que faz todas as promessas e acaba não cumprindo nenhuma. Vai ser difícil convencer o povão a dar-lhe o voto de confiança nesse momento. A criação de um providencial Instituto simplesmente realçará diante da opinião pública o sentimento de que o eventual candidato – com toda sua riqueza – não representa o que povo quer. Os defeitos adquiridos na prática política pelo eventual candidato, o transformou no sinônimo de retrocesso.

FORA DO BARALHO
Cresce o número de lideranças partidárias que não apostam mais no projeto político de Mauro Nazif, o virtual candidato do PSB. A mais recente declaração nesse sentido colhida pela coluna veio do líder petista Odair Cordeiro, o atual babalaô do Denit em Rondônia. A declaração do petista confirmou que o partido pretende elaborar neste segundo semestre um conjunto de ações preparatórias para as eleições de 2004 para ampliar pelo menos no dobro o número de prefeituras controladas pelo PT rondoniense. Odair, otimista com o PT no governo, chega a acreditar que o partido dobrará também o número de seus atuais vereadores no Estado. Recepcionando um amigo de Umuarama (PR) no bar do Tchaka, Odair garantia para o repórter que em Porto Velho o “PT não terá dificuldades em fazer do deputado Eduardo Valverde o próximo prefeito”. Em sua opinião o ex-aliado Mauro Nazif não chegará ao segundo turno na eleição de 2004. Ele considera que o “adversário que o PT irá derrotar no segundo turno” da próxima eleição “será o empresário do transporte coletivo, Oscar Andrade, do PL”. Para dobrar o número de prefeitos e vereadores o PT “não irá escolher como candidatos àqueles mais camaradas, mais companheiros” e sim, explicou, aqueles que na avaliação prévia demonstrar que tenha melhor desempenho eleitoral perante a opinião pública. Certo de que “o PT está muito mais fortalecido do que nos anos anteriores para enfrentar o projeto eleitoral do próximo ano”, Odair ressaltou que o partido “dessa vez não vai entrar na disputa com candidatos para fazer apenas figuração, mas para vencer mesmo”.

ENTENDIMENTO
Apesar da disposição de lançar candidato próprio à sucessão – e nesse sentido ganha força o nome de Nelson Marques, já tomando o lugar do médico José Augusto que era tido como o candidato natural – o PMDB está interessado em abrir um diálogo permanente com outras siglas partidárias que no momento advogam o lançamento de candidatos próprios em 2004. A fonte que transmitiu essa informação disse mais: “O PMDB pode sentar-se à mesa até com o PFL, pois haverá alguns municípios onde será plenamente aconselhável caminharmos juntos”. Na verdade o PMDB, partido detentor das lideranças políticas mais importantes na composição da bancada federal, vive um momento difícil para construir uma unidade interna, especialmente em Porto Velho, para enfrentar a campanha eleitoral de 2004.

SESSÃO EM VILHENA
A Assembléia Legislativa retoma hoje, com uma sessão itinerante a ser realizada em Vilhena, no sul do Estado, seu ritmo normal de trabalho após o recesso parlamentar, ocupado por convocações extraordinárias solicitadas pelo Executivo. Ao longo desse segundo semestre o parlamento estadual deverá debater temas polêmicos, sobretudo com o funcionamento das CPIs instaladas para combater o processo de cartelização de alguns segmentos econômicos (combustíveis, por exemplo) e para radiografar alguns problemas de ordem social, como a prostituição infantil. A sessão de hoje deverá, também, servir para discursos acalorados contra as mais recentes acusações do chefe do Executivo contra integrantes do legislativo e de outros poderes. Num discurso explosivo do governador os chefes do Legislativo e do Judiciário foram alvos de açodados adjetivos. Junto à presidência da Assembléia há quem recomende extrema cautela nas respostas que deverão ser dadas ao governador.

TALENTO ESPECIAL
Bernard Shaw, depois de uma experiência de governo, chegou à conclusão que apenas cinco por cento da humanidade é dotada de aptidão política. Daí ser perfeitamente compreensível a facilidade de algumas pessoas, detentoras de cargos públicos, produzir declarações e atos que servem apenas ao estabelecimento da desordem, da rixa pessoal e da cizânia. O verdadeiro político é identificado com facilidade, quando detém um cargo público. Ele se apresenta como a pessoa que sabe manter a ordem numa situação que naturalmente tende à desordem. Quem não tem o gênio político precisa se autopoliciar para não sucumbir diante das pressões da emergência. Cabe ao dirigente compreender o que pode ou não pode ser dito sobre líderes de outros poderes constitucionais, publicamente, sem gerar uma crise incontrolável.
Quando o dirigente não controla seu talento especial de criar encrencas desnecessárias acaba cavando, com seus próprios pés, um buraco negro que terminará por suga-lo. Não é só no Legislativo que cresce o número de políticos dizendo que está na hora de agir contra a eloqüência governamental, sempre produzindo acusações abstratas e difusas contra lideranças do legislativo e do judiciário. Um estadista não sai por ai exercendo a oratória para atacar os rivais, apresentando-os como “traidores” do estado, na vã esperança de que o público aplaudirá tais discursos e manifestações. A utilização da estridência verbal deverá fortalecer o pensamento daqueles que consideram o soba rondoniense como matriz da desordem e desandamento. Com as teses reforçadas pela virulência da retórica palaciana, o grupo político mais articulado fala cada vez mais alto sobre alternativas como impeachment e cassação.

UNGIDO
O deputado Hamilton Casara será o candidato do PSDB à prefeitura de Porto Velho. Fará a grande caminhada ungido com o poder da máquina estadual, verdadeiramente comprometida com a idéia de fazer do político noviço o próximo prefeito de Porto Velho. É fácil entender: Casara é o passaporte do governo para transformar o chefe do clã, Reditário Cassol, em deputado federal. Quem vê a política por esse ângulo está apostando que o parlamentar – homem forte do Ibama no governo FHC – estará no segundo turno, com certeza.

FRENTÃO
Está praticamente selado o acordo entre PFL e PDT para o lançamento da candidatura do professor Moisés de Oliveira à sucessão de Carlos Camurça. A aliança entre os dois partidos deverá chegar a 2004 como um frentão que agregará até mesmo PP, dirigido por Maurão de Carvalho. Durante o café da manhã que reuniu o presidente da Assembléia, deputado Carlão de Oliveira, e o prefeito da Capital, Carlos Camurça, havia euforia dos alquimistas da nova composição de força política que deverá dar respaldo ao Moisés, irmão do presidente do Legislativo. Falava-se abertamente que até o PTB está pronto a integrar o frentão. Se isso acontecer Renato Lima recolhe o flaps e sairá para a disputa de uma cadeira na Câmara Municipal.

DELICADA
Um dos mais populares clubes de Porto Velho anda as voltas com o assunto delicado. Um diretor anda cobrando jabaculê de prestadores de serviços. Como se trata de pessoa benquista e muito conhecida em todos os meios importantes verá o assunto sendo abafado em panos quentes. Mas precisa parar com a prática antes que o caldo entorne.

PELA VIDA
Ajude a Anistia Internacional a salvar a nigeriana Amina Lawal: ela foi condenada à morte, de acordo com a Sharia, a lei muçulmana, por ter engravidado fora do casamento (detalhe: a gravidez é conseqüência de estupro). O Supremo Tribunal da Nigéria confirmou a sentença: em 26 de agosto, Amina será enterrada até o pescoço e lapidada – apedrejada até a morte. Num caso anterior em que esta lei religiosa medieval e cruel foi invocada, a mobilização mundial salvou a vida de outra mulher, Safiya. Proteste, pois: entre no endereço http://www.amnistiaporsafiya.org e assine.


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