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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS - 23/07/2003

22/7/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
O JOGO SUCESSÓRIO
Em se tratando das eleições de 2004, no cenário de Porto Velho, apenas duas candidaturas têm os contornos da realidade. No mais, com raras exceções, o que se vê é o blefe da súcia de políticos que acreditam ainda ser possível arrancar mandatos valendo-se de muita grana, da máquina oficial ou do puro e simples estelionato eleitoral. Não é difícil identificar, já, aqueles que tramam na corrente das mentiras a tomada do poder municipal para os cartéis e grupos inescrupulosos, acostumados a sugar com voracidade os recursos públicos para manter sempre crescente suas fortunas.

Mauro Nazif é, até agora, o único nome que opera com a insatisfação dos despossuídos, dos sacrificados, dos injustiçados. Todavia, embora não se possa identificar nele um coadjuvante de sequiosos garagistas, não tem mais a seu favor aquela imagem de vestal da incorruptibilidade e dos bons costumes do passado. A unanimidade foi-lhe quebrada na eleição passada, quando sua imagem foi desgastada por denúncias de jornais e, mais recentemente, por denúncias de dirigentes de seu próprio partido. Hoje o líder maior do PSB tem de administrar uma rejeição facilmente identificável no seio do eleitorado. Mauro sofre os resultados do próprio metabolismo político, mesmo assim é o nome de maior densidade eleitoral de Porto Velho, nesse momento, junto à grande massa.

O PMDB, partido que por sua tradição no Estado e pelas figuras que possuí na composição da bancada federal, deveria estar devidamente abarrotado de nomes para entrar na disputa com amplas chances de vitória demonstra-se incapaz de recuperar sua antiga importância. Na verdade o PMDB de hoje – na Capital – se assemelha aos partidos primários, comandados por pessoas limitadas, sem visão estratégica. Até parece o deslumbrado PT que ao passar para o outro lado do balcão, parece preferir a vindita dos recalques. Não tem nenhum quadro capaz de empolgar o povão.

No caso do PL, fala-se na candidatura certa de um milionário que sempre controlou o erário em favor do grupo garagista, acostumado a operar tarifas arrancadas em situações obscuras, A seu lado, para aclama-lo, está uma chusma de sanguessugas que aplaudiram até sua contribuição para a chacina dos direitos dos servidores estaduais, no governo passado. O lançamento de uma candidatura dessas é quase uma petulância contra uma cidade onde os servidores públicos são a maioria do contingente de trabalhadores.

O PDT, agora comandado por Carlos Camurça, tem à sua disposição o nome expressivo do ex-deputado federal Eurípedes Miranda Botelho. Ele, atual presidente da Ceron, não esconde seu desejo de disputar a prefeitura da Capital. Todavia, ao colocar como condição sine qua non para sua candidatura o apoio do PT, cria um impasse de difícil superação, pois, como se sabe, o atual prefeito e presidente do PDT é refratário aos barbudinhos orientados por dona Fátima Cleide. Talvez seja por isso que até o momento o prefeito portovelhense não tenha dado nenhuma declaração favorável às pretensões de Miranda, preferindo abrir diálogo até com o babalaô do PSB com vistas a uma possível composição eleitoral.

No PTB o nome do noviço Renato Lima é praticamente consenso para representar o partido no pleito eleitoral de 2004. Mineiro de bem com a vida, o engenheiro e empresário Renato nunca participou, como candidato, de pleito algum. Mas tem experiência em gestão pública por seu desempenho em cargos como Secretário de Estado (Obras) e diretor geral do Devop. No geral, a avaliação é de saiu-se bem nas duas funções. Embora debutante, Renato afirma não temer os adversários profissionais da política: “Não há leão que não possa ser morto e urso, por maior que seja, que não possa ser abatido”. Renato tem idéias inovadoras para a administração municipal. Certamente vai dar o que falar.

É claro que o PSDB, partido do governador do Estado, não poderá ser desprezado em qualquer aritmética ou estratégia eleitoral. Os tucanos sabem da importância de se obter vitórias em 2004 para continuarem no páreo do poder estadual em 2006. As chances de vitória da sigla, principalmente em Porto Velho, dependerão do desempenho do governo estadual, que precisa apresentar obras capazes de se contrapor ao acentuado desgaste do chefe do poder executivo diante do eleitorado portovelhense. Com a economia paralisada, o desemprego que aumenta junto com a pobreza, ficará difícil para os tucanos chegar ao paço municipal, mesmo utilizando o pé-quente Hamilton Casara, deputado federal. Certamente o governador Narciso sabe da necessidade de se traçar metas que possam ser executadas a partir desse segundo semestre se quiser mudar sua imagem – por conseqüência – a de seu partido na Capital. Afinal, mesmo despolitizado, o povo de Porto Velho presta cada vez mais atenção na sua qualidade de vida.

O PFL afirma que lançará candidato próprio nas principais cidades de Rondônia. A cúpula do partido jura que vai entrar na briga para ganhar a prefeitura de Porto Velho. Até o momento a sigla tem três pré-candidatos: Ramiro Negreiros, Moreira Mendes e Lindomar Garçon. Dentre os três, Ramiro é o que mais se identifica com o eleitorado popular da capital. Mesmo assim sua indicação é incerta. Acontece que o controle do diretório municipal está nas mãos de Lindomar Garçon, atual prefeito de Candeias do Jamary. Por seu turno, Garçon não esconde sua afinidade com o ex-senador Moreira Mendes. Um outro nome começa a surgir como opção pefelista: Moisés de Oliveira, professor e intelectual que tem a seu favor o parentesco (é seu irmão) com o deputado Carlão de Oliveira, presidente regional do partido e também a Assembléia Legislativa.

É de Moisés de Oliveira uma reflexão sobre os reflexos ou não que um candidato do PFL sofrerá em virtude de ter chancelado a administração estadual do governo anterior: “O voto está mais vinculado ao futuro do que ao passado. O mais ferrenho crítico da gestão de JB não terá problemas em votar num candidato do PFL, se ele (o candidato) proporcionar uma sensação de melhoria de vida. A força motriz mais relevante na definição do voto é a que lida com a perspectiva de futuro, que propicia um alívio para o eleitor”.

POBRE CULTURA
A última vez que abordei as fragilidades e as incoerências da pasta da cultura rondoniense foi por ocasião do Sart, Salão oficial de artes contemporânea que foi um autêntico fiasco em sua última edição. Como não podia deixar de ser, teci comentários sobre a impropriedade de se colocar à frente de um órgão especialíssimo como aquele uma pessoa sem nenhum preparo para lidar com a criação, com a sensibilidade dos produtores de arte e até como público interessado nesse segmento. Como sempre, é claro, não fui compreendido por aqueles que deveriam ter mais respeito e afinidade com uma política de fomento às artes e à cultura, de um modo geral.

Agora, assim que retornei de uma viagem ao sul, fui informado de um fato quase inacreditável, fato esse que confirma que a cultura rondoniense está longe de sair da crise, da superação da mediocridade. Vamos ao fato: um artista respeitável do nosso meio musical foi convidado a participar, como jurado, do chamado Flor do Maracujá. Receberia um cachê (ínfimo, por sinal) para isso. No dia de receber o tal cachê o nosso artista percebeu que estava sendo tungado em pelo menos um quarto do valor combinado. Reclamou e acabou sendo ameaçado de agressão pelo ignorante que – sabe-se lá porque – responde pela pasta da cultura. A situação não chegou às vias de fato graças ao time do “deixa disso”. É assombroso ver alguém com vocação para pugilista ser mantido à frente de um órgão que deveria cuidar de coisas singelas, ligadas à intelectualidade, à criação e a finesse.

PURO BOATO
Ronilton Capixaba não terá nenhum quinhão no milionário bolo da segurança privada, contratada pelo governo. Ele continuará na linha de ataque, com discursos duros e pedidos de CPIs.

DEMISSÕES
Ontem, nos bastidores da economia estadual, comentava-se que o fabricante de Coca no Estado deverá promover demissão de um expressivo número de funcionários. A gigante americana sofre constante redução de consumo em virtude da concorrência de marcas domésticas, como a Didyo, vendidas a preços mais baixos na rede de supermercados do Estado.

NADANDO DE BRAÇADA
O empresário Uirandê não ficará apenas na implantação de novas casas de diversão em Porto Velho. Ao mesmo tempo em que constrói um novo complexo neste segmento, na Pinheiro Machado com José de Alencar, o empresário detalha o projeto de implantação do primeiro shopping (e não galeria) da Capital. Este é um desafio tentado antes por grandes incorporadoras sem o menor sucesso.

NEGOCIANDO
A construção de um novo terminal rodoviário em Porto Velho está sendo negociada com a iniciativa privada do setor. Isto pelo menos é o que afirmou uma fonte bem informada da prefeitura. Se o projeto vingar, a atual rodoviária poderá ser transformada num tipo de Ceasa.

ALE ITINERANTE
A próxima sessão itinerante da Assembléia Legislativa sob o comando do deputado Carlão Oliveira irá acontecer no dia 6 de agosto, em Vilhena, confirmou ontem a assessoria de imprensa do parlamento estadual.

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