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Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

18/7/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
ERRO TÁTICO
É assombrosa a maneira como certos dirigentes públicos insistem em se relacionar com a imprensa do nosso Estado. Nesse momento jornalistas denunciam ameaças partidas de agentes do poder público na Capital e em Vilhena. As denúncias aparentemente são sérias e certamente provocarão aumento ao quadro de crises políticas e de imagem do Estado perante a comunidade nacional. Certamente as entidades representativas da categoria dos jornalistas e dos veículos de comunicação irão exigir providências junto às autoridades maiores da República, para salvaguardar a segurança daqueles que exercem o legítimo papel da crítica; respaldados na própria Constituição democrática do Brasil.

A prática do cabo-de-guerra entre os titulares do poder com segmentos da imprensa mostra o quanto é importante para quem dirige este ou aquele segmento da administração, contar com uma moderna política de comunicação social e gente com juízo para executar normas de um relacionamento mais sereno até mesmo com os “rebeldes” do setor midiático. Hoje, dada à existência de canais de comunicação incapazes de ser controlados – como no passado – pelos governantes de plantão, como a Internet, demonstrações de autoritarismos, de desejos truculentos, servem apenas para desmoralizar mais acentuadamente seus autores. As ameaças sofridas por jornalistas e órgãos de comunicação – sejam eles de que tamanho for – são encaradas como intolerâncias inaceitáveis por uma sociedade que não aceita mais as práticas ditatoriais e truculentas.

É certo que ainda não surgiu o verdadeiro estadista entre os dirigentes rondonienses, em todos os níveis do poder. Mas se estas pessoas procurassem agir como estadistas, compreenderiam que agindo ameaçadoramente contra aqueles buscam apresentarem-se como pioneiros da divergência não conseguirão aumentar em nada a necessária credibilidade das instituições. Precisamente num momento em que há necessidade de se construir uma união política para consolidar pleitos do Estado perante a comunidade nacional, estas agressões gratuitas são de uma parvalhice humilhante para o povo.

Ora, mais uma vez sobressai-se nesse quadro nefasto de inoportunidades a Assembléia Legislativa, sob a administração do presidente Carlão de Oliveira. Ele demonstra sensatez e compreensão com a imprensa e seu papel. Sua política de relacionamento com veículos de comunicação e jornalistas é executada em alto nível profissional pelo jornalista Adaídes (Dada) Batista, para quem a opinião não pode ser um crime. Hoje o parlamento goza de um alto grau de fidelidade da base midiática, de onde recebe sustentação sem o risco da rebeldia.

DESASSISTIDOS
Renato Lima, ex-secretário de Obras e diretor geral do Devop, trabalha com obstinação para viabilizar sua pré-candidatura à prefeitura de Porto Velho. Convencido de que estamos vivendo um momento histórico de transformações na política, “com a inexorável decadência dos políticos profissionais”, ele mantém uma verdadeira maratona de visitas nas áreas onde se concentram os excluídos da sociedade portovelhense para dizer que a capital não pode mais ter no seu comando “políticos encastelados em seus gabinetes”, que só acordam quando “as eleições se aproximam”. Renato acredita que vai por na tarraqueta dos políticos profissionais. São dezenas de reuniões todas as semanas para explicar ao povão porque o desequilíbrio das finanças públicas é eterno; porque o nepotismo não acaba; porque a infraestrutura não chega aos bairros periféricos e porque nada se faz para combater o desemprego e a cruel distribuição de rendas na sociedade. Renato acha que chegará ao final do ano detendo “pelo menos 5% das intenções de voto em qualquer pesquisa séria” e, afirma, com esse índice poderá lutar pela indicação de seu partido como um candidato viável, capaz de vencer as eleições de 2004. No momento é o único pretendente à cadeira de Carlos Camurça que trabalha visando uma candidatura planejada.

MONTENEGRO
Ele é um dos melhores compositores de Rondônia. Talvez, por isso, esteja ainda na lista dos injustiçados, pelo menos pelo poder público que prefere ficar com uma panelinha de medíocres, especializados num puxasaquismo crônico. Descobri o talento de H. Montenegro há alguns anos, quando assisti sua participação no Festival de Música do Sesc, o FAM. Numa reportagem tentei trazer à tona essa verdade, na opinião de que os responsáveis pelo setor cultural, dentro do governo, pudessem compreender a necessidade de apoiar a carreira desse moço que, assim, poderia vir a ser um artista capaz de colocar Rondônia no mapa da mpb. Não fiz, é claro, a tal reportagem para endeusar o rapaz. É que na verdade sua capacidade de falar das coisas – inclusive daqui – foi o grande referencial de qualidade do tal festival. Gente que cuida da arte com a responsabilidade do H. Montenegro é fundamental para sedimentar nossa produção artística. Quem quiser conferir o trabalho deste artista que prima pela qualidade do que faz poderá assisti-lo no próximo dia 25, às 20 horas, no teatro de arena da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no centro, dentro do show Pé Na Estrada, com o patrocínio da Secel e do Conen.

ABSURDO
Fui certamente o primeiro jornalista a considerar um absurdo a transformação da avenida Jorge Teixeira, no trecho compreendido entre o Hospital de Base e o Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, em pista de jogging, Cooper, footing, skate e vai por ai afora. Isso ainda no tempo de Valdir Raupp no governo. Já passou da hora de alguém tomar alguma providência para por um ponto final naquela aberração. Respeitada as devidas proporções, usar uma avenida expressa como aquela como área de lazer, com pedestres tomando conta de tudo, é o mesmo absurdo de alguém, por exemplo, em São Paulo decidir transformar uma Rubens Berta (que liga a cidade ao Aeroporto de Congonhas) em avenida de lazer esportivo. Só babacões podem aceitar que uma obra caríssima como aquela tenha sua finalidade desviada para se transformar em milionária pista para a burguesia balofa tentar reduzir a obesidade. Que se criem espaços próprios para isso. Só na cabeça de pancráceos aquilo pode ser chamado de Espaço Alternativo. Ainda tem gente em Rondônia imaginando que está vivendo nos tempos em que isso aqui mais parecia um acampamento de garimpeiros. Só quem é lelé da cabeça é que pode defender uma idéia tão funesta.

GARÇON QUER
Ainda no PFL, detendo inegável influência na composição do diretório municipal, Lindomar Garçon, ainda prefeito de Candeias do Jamary – onde desempenha um segundo mandato consagrador – está pronto para buscar a indicação do partido como seu candidato a prefeito de Porto Velho. Garçon, por força da legislação, não pode disputar um novo mandato naquele município ligado à Capital. Ele sabe que em Porto Velho, tirando Mauro Nazif, não existe nenhuma outra liderança consolidada, a nível popular, impossível de ser enfrentada de igual para igual. Seu nome está sendo trabalhado com precisão, através de sua participação na mídia, para adquirir força eleitoral nessa cidade banhada pelo Rio Madeira. Eleitoralmente Lindomar terá chances como qualquer outro. Uma votação supimpa poderá fortalece-lo para 2006. Por enquanto Lindomar espera apenas maior clareza da legislação, para saber se pode ou não entrar na peleja. Obtendo o sinal verde, candidaturas pefelistas como a de Ramiro Negreiros e Moreira Mendes estão devidamente sepultadas.

ROMARIA
A Ceron encontrou, enfim, um articulador político para levar avante o relacionamento da companhia com os segmentos políticos da sociedade rondoniense. Agora é mais do que natural a romaria de prefeitos, vereadores, presidentes de associações comunitárias, deputados e até jornalistas ao gabinete do presidente Eurípedes Miranda Botelho. O número de pessoas interessadas em falar com o ex-deputado federal é tão grande como as antigas filas do INSS. Miranda é assediado constantemente por gente da capital e do interior interessado em vê-lo como candidato a prefeito em 2004 aqui ou em Ji-Paraná.

ISAAC APÓIA DEDÉ
Atarefado com seu trabalho à frente do Ipam, o ex-deputado Dedé de Melo tem tido pouco tempo para visitar sua base eleitoral, em Guajará-Mirim, cidade onde deverá disputar a prefeitura, em 2004. Mesmo nessa situação o nome de Dedé ainda aparece como o de maior chance de vitória, chances que se ampliam diante da intenção de Isaac Bennesby em declarar apoio ao atual presidente do Ipam de Porto Velho. Se confirmar sua decisão de candidatar-se, Dedé terá de enfrentar Cláudio Pillon – que embora desgastado sairá para a reeleição – e o dr. Cury, que perdeu a última eleição como candidato a deputado federal, mas obteve votação expressiva na Pérola do Mamoré.

AFASTAMENTO
Uma fonte das mais bem informadas garantia ontem que o médico José Ferrari será afastado, por força de liminar da Justiça, novamente da direção da Arecaan, entidade responsável pela construção do Hospital do Câncer de Rondônia. A coluna não conseguiu, embora tentasse, localizar o médico para obter mais informações sobre o assunto.

GUARANÁ
Principal executivo da Faro, a maior instituição privada de ensino superior de Rondônia, João Guaraná vai cimentando o caminho para disputar, com todo o potencial possível, uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho. Um reforço importante foi conseguido agora, quando a agência de publicidade a ele ligada conseguiu o comando da conta da poderosíssima Ceron. Certamente isso ajuda a conseguir apoio na área da imprensa para o citado projeto político.

COSTURANDO
Hiram Marques, presidente da Seccional da OAB esteve ontem em Cacoal, a convite de advogados da região. Aproveitou para costurar apoio ao seu candidato na sucessão da Ordem.

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