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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS - 5/7/2003

5/7/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
CARTEL ATÉ NO CARVÃO
Quando tive a oportunidade de conversar com o dr. Vitachi, titular do Ministério Público Estadual, mostrando minha indignação com a formação de vários cartéis em Rondônia, inclusive o da água; fiquei feliz com sua reação. “Cartel é crime e nesse caso o Ministério Público, através do seu segmento responsável pela defesa do consumidor, vai atuar com rigor”. Pude dizer ao dr. Vitachi que o sistema de cartéis em Rondônia já estava funcionando até mesmo no setor cerâmico, onde o valor de R$ 130 reais para o milheiro de tijolos de seis furos, estava sendo praticado pela quase totalidade dos vendedores de materiais de construção. Não fiquei sabendo posteriormente se o MP está atuando para punir essa camarilha que age criminosamente. Acredito que sim, pois o dr. Vitachi é homem de palavra.

Hoje, o MP pode colocar o setor farmacêutico no rol dos cartelizados. O preço dos remédios em Porto Velho é um caso de polícia, um verdadeiro assalto à bolsa do consumidor. Os preços não têm diferença de uma farmácia para outra e são, como me disse um balconista, definidos pela distribuidora que monopoliza o mercado. Assim como não adianta procurar diferenças de preços de um estabelecimento para outro, também não adianta procurar os tais “genéricos”. Nas farmácias, há uma quantidade mínima para mascarar a vergonhosa situação.

Os donos do cartel subiram tanto o preço dos remédios de uso contínuo que praticamente o pobre ficou sem condições de tratar de sua saúde.

Remédios destinados ao controle do diabetes mais do que dobraram de preços entre janeiro e julho. Se existe alguma explicação lógica para isso, os donos de farmácia não dão. Ficam na deles e dizem apenas que são obrigados a cumprir a orientação da distribuidora e dos laboratórios. E falam isso desdenhando do consumidor na certeza do prosseguimento da impunidade.

O absurdo gerado pela impunidade permite o preço cartelizado até do carvão usado para fazer o churrasquinho do final de semana. Ele que em dezembro custava entre 2,50 a 3 reais, a saca de 60 kg, agora é vendido por 7 reais, tanto em postos de gasolina como em depósitos especializados. Esse alinhamento de preços não tem explicação e nem justificativas. Mas mesmo assim, sendo um verdadeiro caso de polícia, ninguém toma nenhuma providência para defender o explorado consumidor rondoniense.

SEMANA SEM COLUNA
Em Linhas Gerais deixará de ser publicada nessa semana, como já tinha informado em coluna anterior. O motivo é uma viagem ao sul do país, determinada por necessidades de família. Certamente terei a compreensão dos leitores. Se tudo der certo, a coluna retorna normalmente no próximo dia 16. Enquanto isso, quem desejar enviar alguma informação relevante poderá faze-lo pelo site www.imprensapopular.com.

DESBOTAMENTO DO PT
O PT rondoniense vem vindo num processo de desbotamento dogmático desde o momento em que se aliou às forças da burguesia buscando uma rota para as vitórias eleitorais. Com esse tipo de aliança, o partido passou a articular processos de fritura de alguns quadros importantes, culminando com seu descarte. Isso ficou claro quando dona Cleide, aliada a personagens dos porões do poder, colocaram o ex-deputado Daniel Pereira numa verdadeira camisa de força, usando contra ele informações bancárias que, supostamente, deveriam estar cobertas pelo sigilo legal. Além de Daniel, também Martelli (que compunha a bancada do partido na ALE) sofreu o diabo. O primeiro não resistiu os reflexos eleitorais do processo e sifu. Não existe mais para a mídia, o que vale dizer que não existe mais para ninguém.

A perfídia de dona Fátima contribui, ainda, para desbotar cada vez mais o discurso da esperança do antigo PT, tônica dos tempos em que o partido acalentava corações e mentes, principalmente da juventude, porque fazia fluir o sonho de uma sociedade mais justa e mais solidária; quando se alia àqueles que tentam colocar na fogueira a senadora das Alagoas.

Dona Fátima foi beneficiária do apoio incontestável vindo do mais importante núcleo do poder financeiro de Ji-Paraná. Com ele urdiu, sustentou e costurou a trilha da vitória inimaginável até recentemente. Hoje ela está lá no cimo e dança livremente mais um ritual de decepção, integrando o culto servil à dependência dos novos donos da cocada preta. Vê-se hoje, de forma clara, aquilo que o professor Aldemir Saldanha, o Pereca, descobriu após anos de embromação e sofrimento: esse pessoal tem verdadeira idolatria pela traição. Lá está, agora, a dona Fátima, com seu rostinho de menina, com seu sorriso angelical, pronta a mandar para o cadafalso dos proscritos Heloisa Helena, essa prisioneira da dignidade, queimada no cinismo utilizado pela cúpula de seu partido para massacrar aqueles que durante anos acreditaram na sua pregação redentora.

Só os sentados à mesa do convescote e os esperançosos por alguma migalha do banquete escondem o desencanto com a atuação desses lastimáveis seis meses de senatoria dessa moça. Mas como se comportarão quando o ritual da partilha estiver terminado? Certamente tentarão dar o troco. E assim, debalde a simpatia do Valverde, é possível imaginar que para 2004, quem sair coberto pela bandeira de dona Fátima vai ficar no mato sem cachorro. Os eleitores não escondem mais: “Votamos nela por causa do Lula”, acrescentando: “Caímos numa esparrela”.

Aqui o desbotamento do PT acontece porque quem dá as cartas são os quadros da terceira ordem intelectual. Esses quadros ficam facilmente embasbacados diante das benesses do poder, fechando os olhos para os visíveis presságios do grande desastre desenhado no horizonte.

Se não fosse o desprendimento de Valdir Raupp em sua batalha quase solitária destes primeiros seis meses no Senado, estaríamos perdendo todas as oportunidades para forjar instrumentos políticos de garantias de alternativas concretas para o desenvolvimento do Estado.

Com dona Fátima a linha política se desenvolve no sentido de devolver Rondônia à posição de unidade prostrada aos interesses escusos de preservacionistas de araque; financiados por capitais alienígenas que pretendem manter-nos como um jardim do Éden para futuros saques.

A falta de clareza dessa “liderança” petista me dá saudades até da tresloucada Raquel Cândido, pois ali, sim, estava uma filha de Rondônia que tinha pelo menos fibra. Pena que não tivesse juízo e orientação, necessárias para assumir o papel que dela se esperava.

Finalmente pode-se ver que a manifestação da bancada petista de Rondônia no Congresso, contribuindo com o rocambolesco processo de decapitação de uma Heloísa Helena – essa nordestina forte que orgulha o Brasil com suas posições desassombradas – é a clara demonstração de que a vitória de 2002 só a interesses pelegos que, no passado essa “tchurma” tanto condenou.

PAI DA MATÉRIA
O prefeito de Candeias do Jamari, Lindomar Garçon, mostrou mais uma vez que sabe mexer o doce na área da política, fazendo exatamente aquilo que o povo espera de um administrador popular. O 7º Arraial Flor do Candeias foi aberto na noite da ultima sexta-feira com a presença de significativas autoridades do município vizinho de Porto Velho e personalidades da Capital. Mas uma vez Garçon foi o grande mestre de cerimônia e animou a festa. O jovem prefeito de Candeias tem um carisma especial que certamente vai leva-lo a galgar degraus mais altos na política do Estado. Garçon não é popular simplesmente por dar atenção ao povo. É um administrador de grandes realizações. Prefeito no segundo mandato tem realizado um intenso trabalho para inserir Candeias na relação dos municípios com melhor qualidade de vida no Estado. É, certamente, um homem de visão.

ROMPANTE
Dissidências à parte, meu objetivo aqui é tentar contribuir com o governador do Estado. Alguém precisa convencer sua excelência de que um Estado problemático como Rondônia, com obstáculos quase intransponíveis no segmento social, como o desemprego crescente, precisa de harmonia, de paz entre a classe política, para romper as barreiras que ai estão impedindo o nosso desenvolvimento. Cabe ao governador, como autoridade máxima, agir como timoneiro seguro, capaz de inspirar tranqüilidade nos personagens que fazem a política andar. Explico: se a política não avança em termos positivos, a economia certamente vai desandar ainda mais. Cabe aos líderes com responsabilidade de levar o Estado pra frente compreender que o governo é a somatória dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. O Executivo não pode tudo. Lançar bravatas do tipo “vou entregar a chave do Estado ao Ministro da Justiça, quando ele aqui estiver, no dia 8, porque os deputados não permitem a governabilidade” é uma coisa que em nada contribuirá para a solução dos impasses. É claro que isso não é real. O Estado está longe de viver uma instabilidade que justifique tal tipo de colocação.

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