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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS - 25/06/2003

25/6/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
PALAVRAS DO XISTO
O presidente da Associação Cidade Verde, Ong voltada para a defesa do consumidor e do meio-ambiente, esclareceu à coluna como a lei atua contra empresas que acabam, em nome do jeitinho brasileiro, tentando restabelecer a correção monetária, subindo os preços de produtos e serviços só porque se passou um ano. O nome é “ação declaratória de nulidade de cláusula leonina”. Código de Defesa do Consumidor, artigo 47: “As cláusulas contratuais serão interpretadas da maneira mais favorável ao consumidor”. Artigo 51: “São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que (inciso IV) estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada ou sejam incompatíveis com a boa-fé”. Essa é uma manobra que empresas do tipo operadoras de tv a cabo vêm tentando junto aos seus assinantes para aumentar preços em até 40%. Paulo Xisto aconselha os consumidores a não aceitar as imposições das empresas sem negociar. Consumidores com dúvidas podem procurar maiores informações diretamente na ACV ou pelo fone 9972-2456.

FRENTE PARLAMENTAR
O projeto legislativo 7.492/02, enviado ao Congresso Nacional no final do governo Fernando Henrique, será a principal matéria em discussão pela Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia Sustentável, que está sendo articulada nesse momento por Perpétua Almeida, uma deputada acreana do Partido Comunista do Brasil. Perpétua integra a Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional, onde o Ministro José Viegas, da Defesa, deverá comparecer para discutir o projeto de lei que trata da concessão de florestas públicas de nossa região. A parlamentar defende que discutir o projeto de lei mencionado é “uma questão de segurança e soberania nacional”.
A aprovação da sandice proposta pelo tal projeto seria um verdadeiro crime de lesa-pátria. A Amazônia, concorda a deputada do Acre, é inegociável. Diante da gravidade do problema suscitado pelo tal projeto de lei, a deputada do PC do B acredita que a Frente Parlamentar por ele proposta possa ser instalada antes do recesso, que começa em julho. “Nós sabemos que a nossa região é mais rica do planeta em biodiversidade e que tem o maior manancial de água doce. Então, a gente sempre ficou no prejuízo. A Amazônia sempre foi considerada moeda de troca, ficando em segundo plano no ordenamento do desenvolvimento brasileiro. Agora, está na hora de revertermos esta situação", disse a deputada para a coluna.

DESMASCARANDO
Não deixa de ser importante a criação de duas CPIs na Assembléia Legislativa para apurar o processo de cartelização e evasão fiscal praticado em dois importantes segmentos da economia rondoniense. Claro que a investigação, se for a fundo, vai descobrir coisas do arco da velha praticado por espertalhões capazes de qualquer negócio para aumentar seu patrimônio. Mas há, certamente, casos mais escabrosos que terão de ser, um dia, investigados para se punir aqueles que defraudaram o erário rondoniense. Um assunto que carece desse tipo de investigação é o desvio de recursos da previdência social do Estado, o Iperon, que se praticou desde a implantação do instituto. Ninguém sabe ao certo o tamanho desse rombo, assim como o nome de todos os seus beneficiários. É bom lembrar que um dos primeiros diretores daquele órgão chegou a ficar foragido durante o tempão, denunciado que foi pela Justiça. É claro que nessa terra onde, de acordo com o próprio governador, apenas as minhocas são presas, o figuraça – que era advogado ligado ao PMDB – ficou livre até morrer prematuramente.
É claro que uma investigação poderá desmascarar muita gente com pinta de sangue bom mas que, na verdade, lucrou muito com o saque praticado contra aquele instituto de previdência. Certamente a investigação poderá mostrar quanta grana foi desviada do Iperon para financiar despesas em outros setores da administração estadual e, certamente, até campanhas eleitorais. A falta de investigação desses escândalos, bem como a punição de seus beneficiários, é o que tem estimulado a indústria da corrupção em Rondônia. Pelo dinheiro que foi arrecadado, compulsoriamente, dos servidores estaduais, o Iperon não era para ter entrado em crise em nenhum minuto. Era, isso sim, para ser um instituto forte e superavitário.
Na verdade quem conheceu Rondônia, desde o momento de sua transformação em Estado, não tem dúvidas de que vivemos hoje num Estado em crise graças a governantes que agiram como cavalos de Átila, arrasando tudo onde puseram as mãos. O volume de recursos colocados à disposição do Estado à partir de sua emancipação certamente foi suficiente o bastante para garantir-lhe a implantação da necessária infraestrutura em sua consolidação. Acontece que muita gente – especialmente os do baronato do serviço público – tornou-se rica pelas benesses do erário. Verdadeiros pés-rapados apresentam-se hoje como milionários e torcem para que jamais entrem na alça de mira das investigações, para não ver reveladas a origem de suas riquezas. Uma coisa é certa: quem realmente mais perdeu com a lesão aos cofres do Iperon foram os barnabés. Estes jamais irão recuperar aquilo que lhes foi roubado no contra-cheque por autores do esquema de apropriação indébita que continua a funcionar impunemente por aqui.

AGITADO
O professor Aldemir Saldanha anda agitado nos últimos dias com os preparativos finais do jantar que marcará sua entrada no corpo dos templários. Aldemir, que é uma pessoa imune às crises, pois está sempre de bom humor, além de tornar-se maçom está dando os retoques finais no seu instituto de pesquisas sócio-econômicas, que começará a atuar no segundo semestre.

NOVA EDIÇÃO
Começa a circular a edição de número 16 do periódico Imprensa Popular, editado pelo colunista. Certamente irá causar furor entre os barbudinhos do PT em virtude das declarações exclusivas do ator Carlos Vereza criticando, duramente, o governo Lula e as contradições de seu partido. Deverá gerar também muita polêmica as diversas matérias feitas a partir de entrevistas dos pretendes ao cargo de prefeito de Porto Velho nas eleições de 2004.

ROLIM
O colunista integrará o grupo de jornalistas convidados pela Assembléia Legislativa para acompanhar sua primeira sessão itinerante, que será realizada amanhã, em Rolim de Moura.

ÊNFASE
Eurípedes Miranda Botelho, ex-deputado que agora preside a Ceron, está fazendo todos os esforços para dar ênfase ao programa Luz no Campo, durante este ano, pela estatal subordinada à Eletrobrás. Ele entende que o programa é fundamental para o crescimento econômico do Estado e para a promoção da qualidade de vida das famílias que vivem da agricultura. O programa ajuda a combater o êxodo rural.

FORA DO JOGO
O deputado Emílio Paulista já decidiu: vai ficar fora da disputa pela sucessão municipal em Cacoal, sua cidade. Ele está convencido que Sueli Aragão irá jogar tudo na eleição de 2004. Diante dessa certeza Emílio acha que apenas Divino Cardoso terá cacife para enfrentar a máquina administrativa de igual para igual.

ESTRANHO
Estranho, muito estranho, a renovação do contrato de prestação de serviços do governo com uma empresa de segurança privada que vem desde os tempos do ex-governador Piana, mantém um tipo de exclusividade em servir o Estado. Pelo volume do contrato é estranho não ter existido concorrência pública.

BESTEIROL
Até agora a nossa senadora não justificou os votos recebidos na avalanche que levou o PT ao poder do Brasil. É apenas mais um rostinho simpático no cenário político nacional. Sem entrar, por exemplo, na defesa dos servidores – que lhe deram votação maciça – ameaçados pela tal reforma da previdência, a moçoila continua se dedicando ao besteirol de ser contra táticas políticas próprias do legislativo estadual. Isso, é claro, em nada contribui para melhorar a vida daqueles que entusiasticamente votaram em dona Cleide.

CANDEIAS
O prefeito Lindomar Garçom marca mais um tento a favor, no seu estilo de fazer política. O arraial Flor do Candeias já é considerado a segunda mais importante festa junina do Estado. Além de estimular o rico folclore local, a promoção vai consolidando a florescente política de desenvolvimento turístico do vizinho município de Candeias do Jamary como uma opção econômica acertada. Se Garçom pudesse concorrer novamente ao cargo de prefeito do município vizinho de Porto Velho não teria, certamente, nenhuma dificuldade de permanecer no cargo. Como isso é impossível, Garçom está mesmo de olho na Capital, onde goza de grande popularidade.

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