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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Pedro Porfírio

Apenas alguns apontamentos sumários sobre as eleições de 3 de outubro

04/10/2010 04:32
porfirio@palanquelivre.com
 
  
Qualquer ilação encima do laço não levará a lugar nenhum



Para pesquisar a verdade é preciso duvidar, quanto seja possível, de todas as coisas, uma vez na vida."
René Descartes (1596 - 1650) filósofo, físico e matemático francês




É preciso muita calma nessas horas. Qualquer achado precipitado sobre a manifestação das urnas poderá pôr a perder a visão correta dos próximos passos. Porque o final do primeiro ato, nesse palco iluminado, terá que ser a fonte de novas estratégias para gregos e troianos.

Eu mesmo não acreditava que o refluxo da candidata oficial levasse à derrapagem fatal, que vai lhe custar mais um mês para tentar realizar o desejo do príncipe operário, que contava com uma peripécia não conseguida nem por ele mesmo nos pleitos que venceu.
Para entender a eleição maior, há que vasculhar todos os resultados, estado por estado, cargo por cargo. Não que haja vinculação estreita entre os votos recebidos por cada um. Mas temos que meter o olhar sobre os mapas e considerar todo e qualquer sintoma constatado, captando seu poder de irradiação.

Assim, penetraremos nos segredos das urnas e poderemos imaginar o que será do amanhã.

Sinto-me no dever de esmiuçar todos os elementos de informação perceptíveis. Muita coisa já saquei: há tragédias aos borbotões, envolvendo os vários escalões. À primeira vista, já vi o crepúsculo de uma legenda. Que pena. Mas esse era o resultado previsível ante a total irresponsabilidade de quem pôs sessenta anos de história no colo de um megalomaníaco sem escrúpulos, em troca de algumas prebendas.

Vi claramente também a decadência do discurso de direita. Não podia imaginar que um candidato com as qualidades e a cultura de um Cesar Maia fosse amargar 11% dos votos para senador, num pleito de duas vagas. Isto é, de fato, o que lhe restou foi um acervo de 5,5%. Ele ia bem até a hora em que inventou o Índio da Costa e este passou a fazer o discurso do Bolsonaro, isto é, a irradiar terrorismo midiático com leviandades como repetir a sandice de que Dilma era apoiada pela "narco-guerrilha" colombiana.

Na verdade, digo com toda segurança: o campeonato da política é decidido por PONTOS PERDIDOS. Entendeu? São os erros dos adversários que definem o placar. Isso eu vou demonstrar nos próximos escritos.

Neste momento, esse subir e descer das ondas sinaliza para o mais hermético dos mistérios. Tudo pode acontecer daqui para frente. Há precedentes que confirmam sem pestanejar: o segundo turno é rigorosamente uma outra eleição.

Mas, desde já, valem duas observações:

1. Esses institutos de pesquisas não valem coisa nenhuma. Ou por incompetência, ou por má fé, venderam gatos por lebres. E não foi só na eleição presidencial. Exemplos mais reveladores foram as previsões para o Senado em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Ceará. Punham Aloísio Nunes lá atrás de Marta e Netinho na preferência dos paulistas. E ele deu um banho em ambos. Entre os gaúchos, davam a derrota de Paulo Paim como favas contadas. E ele foi o mais votado. No Ceará, Tasso Jereissati era pule de dez. E ele caiu do cavalo.

2. O que realmente engrossou o refluxo de Dilma Rousseff foi o espetáculo da arrogância que contaminou toda a tropa petista, do seu messias ao último dos militantes. Cheguei a dar conselhos a alguns bobalhões que já falavam em mais 8 anos de reinado, a partir do dia 3 de outubro, com expressões chulas e humilhantes.

O que tenho a dizer a respeito dá um livro. E não me manifesto como partidário. Por todos esses anos de estradas e barreiras, impus-me uma relação honesta com quem me honra com sua leitura.

É essa convicção que me permitirá repassar minhas análises e receber também suas contribuições.

Até breve.


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